Articles for Abril 2009

A mulher que não consegue esquecer

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Entrevistada pela ABC News, Jill Price, 43 anos, responde sem pestanejar a uma série de perguntas que põem à prova a sua memória fora de série: Quando é que a CBS exibiu o episódio de Dallas “Quem matou JR”?. Jill não só dá a resposta correta como consegue lembrar-se do tempo que fazia nesse dia. E se lhe perguntassem, provavelmente saberia dizer o que tinha vestido e comido. Até ao ano passado, ninguém ouvira falar de Jill Price. A família e os amigos sabiam da sua memória notável, mas o seu caso não era conhecido da comunidade científica.

Interpretação musical, autenticidade histórica e intenção do autor

Conferência de António Lopes
(Centro de Filosofia – Universidade de Lisboa)
Resumo: O facto mais marcante no mundo da música clássica nas últimas quatro décadas tem sido a emergência e institucionalização da “interpretação historicamente informada”, caracterizada pelo uso de instrumentos e práticas contemporâneos da criação das obras executadas. O autenticismo pode ser encarado como estilo interpretativo particular, como imperativo moral ou como simplesmente analítico ao conceito de execução de obras musicais. A sua hegemonia tem significado a perda, por parte dos intérpretes “tradicionais”, do direito a um segmento significativo do repertório. Executar uma obra para cravo em piano é equiparado pelo proponente da autenticidade histórica a uma transcrição ou mesmo a um arranjo da obra original.
De especial interesse para a estética aplicada são os dilemas que se colocam aos músicos confrontados com decisões interpretativas que envolvem concepções acerca de intenções expressas, implícitas e contextuais para obras criadas em contextos histórico-musicais distintos do presente. Articulando a discussão em termos de possibilidade, e desiderabilidade do regresso às práticas e instrumentos originais, serão analisados os argumentos centrais em torno de uma das versões mais fortes do autenticismo, aquela que defende que o modo estética e/ou eticamente correcto e/ou preferível de interpretação de obras musicais da tradição em causa é invariavelmente o que corresponde às intenções, fortes ou fracas, expressas ou implícitas, dos seus compositores. Defenderei que, apesar de bons argumentos militarem a seu favor, a autenticidade intencionalista deve ser encarada como uma estratégia interpretativa competindo democraticamente com outras pelos melhores resultados estéticos.
De modo sintético, defenderei ainda que a possibilidade de o autenticismo reclamar uma posição a priori preferencial reside sobretudo no apelo a um conceito trans-histórico de obra musical, i.e., o argumento da analiticidade a favor da realização de todas e quaisquer intenções dos compositores, num modelo que inclua essa realização, e que esse apelo falha, em virtude de a distinção entre qualidades essenciais e acidentais de obras ser irremediavelmente contextual quanto à própria estrutura sonora pura de tais obras – objecto consensualmente primordial das intenções fortes e expressas dos compositores –, e logo, a fortiori, quanto a parâmetros como a instrumentação e as prática de execução originais.
20 de Abril de 2009 | 10:30 horas
Sala de Reuniões
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Piso 2

NP 405 e Normas APA

As Normas Portuguesas de referência bibliográfica são, oficialmente, as indicadas para os documentos produzidos em Portugal. Existem outras, como as Normas APA, da American Psichological Association.

A NP 405 oficial pode ser encontrada aqui.

As normas APA encontram-se aqui (em inglês) e ali (resumo em Português do Brasil).

Norma Portuguesa para referências bibliográficas

Não existe uma norma única e rígida para as referências bibliográficas. São adoptados (e combinados) diferentes sistemas, não tanto de país para país, mas, sobretudo, conforme os diferentes usos (uso académico, uso para bibliotecas, usos legais, etc.), as áreas científicas (humanidades, engenharias, saúde, etc.), ou as normas de cada instituição.

Nos países lusófonos, tem-se imposto o sistema descrito por Umberto Eco na sua obra Como se faz uma tese e adotado pela União Europeia (UE). No Brasil, a norma NBR 6023 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é largamente usada. Em Portugal, a norma NP 405-1 do Instituto Português da Qualidade é pouco conhecida, sendo mais utilizada por organismos públicos. No meio académico, cada autor goza de grande liberdade, desde que apresente um sistema coerente.

As três normas referidas são muito semelhantes e não há diferenças relevantes entre a NP 405 e a NBR 6023. Contudo, enquanto a norma Umberto Eco/UE prevê apenas o uso de itálico para o título da obra, a NP 405 e a NBR 6023 possibilitam, em alternativa, o uso de negrito. Para além disso, a norma ABNT/NP separa os diferentes elementos com pontos, vírgulas e dois pontos, enquanto a Umberto Eco/UE recorre unicamente à vírgula. Existe, ainda, outra forma de uso, recomendada por Emanuel Araújo, que recorre a vírgulas e a pontos (dispensando os dois pontos).

Exemplos

  • Eco, Umberto, Como se faz uma tese em Ciências Humanas, 6.ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 1995. — norma Umberto Eco/UE:
  • Eco, Umberto. Como se faz uma tese em Ciências Humanas. 6.ª edição. Lisboa: Editorial Presença. 1995. — norma da ABNT/NP
  • Eco, Umberto. Como se faz uma tese em Ciências Humanas. 6.ª edição. Lisboa, Editorial Presença, 1995. — norma Emanuel Araújo

Exemplos gerais

  • Livro (monografia), segundo a norma Umberto Eco/UE:
Eco, Umberto, Como se faz uma tese em Ciências Humanas, 6.ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 1995.
  • Livro (monografia), segundo a norma ABNT/NP (diferença na pontuação):
Eco, Umberto. Como se faz uma tese em Ciências Humanas. 6.ª edição. Lisboa: Editorial Presença. 1995.
  • Capítulo de obra, contido no terceiro tomo do volume XII de uma obra colectiva, em que cada volume tem um título diferente do da obra global, (Umberto Eco):
Hymes, Dell, «Anthropology and Sociology», in Sebeok, Thomas A., org., Current Trends in Linguistics, vol. XII, Linguistics and Adjacent Arts and Sciences, t. 3, The Hague, Mouton, 1974, pp. 1445-1475.
ou seja:
Autoria, Título do capítulo, in Nome do organizador da obra, Título da obra, n.º do volume, Nome do volume, n.º do tomo, Local de edição, Editora, Data, páginas citadas.
  • Indicações de tradução (Umberto Eco):
Efron, David, Gesture and Environment, Nova Iorque, King’s Crown Press, 1941 (tr. it. de Michelangelo Spada, Gesto, razza e cultura, Milão, Bompiani, 1974).
  • Artigo em publicação periódica (Umberto Eco):
Araújo Pereira, Ricardo, «Porquê ser espanhol quando se pode ser chinês?», Revista Visão, 2.11.2006, p. 177.
  • Website (Umberto Eco):
Homepage oficial de Umberto Eco, website: http://www.umbertoeco.it/. Acesso em 28 de março de 2008.

Fonte: wikipedia.


Normas Portuguesas de Referências Bibliográficas

Norma Portuguesa de Informação e Documentação. Referências Bibliográficas. Parte 1

Norma Portuguesa de Informação e Documentação. Referências Bibliográficas. Parte 2: Materiais não livro

Norma Portuguesa de Informação e Documentação. Referências Bibliográficas. Parte 3: Documentos não publicados

Norma Portuguesa de Informação e Documentação. Referências Bibliográficas. Parte 4: Documentos Electrónicos