Articles for Fevereiro 2010

Genótipo

Conjunto de informação genética transportada num organismo. As recombinações entre cromossomas ocorridas na meiose conduzem a reformulações da informação transportada por cada cromossoma transmitida aos descendentes. Desta forma, cada descendente de um mesmo par, que recebe metade dos alelos de um dos seus pais, só tem uma probabilidade em duas de receber um dado alelo. Por esta razão, dois descendentes do mesmo par têm uma probabilidade ínfima de ter o mesmo genótipo. Nalgumas espécies (ratos, ratazanas) foram constituídas linhagens consanguíneas. Nestas linhagens, os indivíduos são homozigóticos em cada locus e, para um locus, possuem as mesmas formas alelas. Nestas linhagens, todos os sujeitos têm o mesmo genótipo. As variações interindividuais resultam de factores epigenéticos e do meio ambiente.
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Atitude

Introduzida no final  do século XIX na psicologia experimental, e tornada rapidamente um dos conceitos centrais  da psicologia social, a noção de atitude qualifica uma disposição interna do indivíduo face  a um elemento do mundo social (grupo social, problema de sociedade, etc.), que orienta a  conduta que ele adopte em presença, real ou simbólica, desse elemento. Uma atitude não pode ser directamente apreendida, pelo que a sua medida necessita do recurso a um instrumento, dito escala de atitude, composto por um conjunto de questões que permitem explorar as suas diferentes facetas. Deve assegurar-se a coerência das opiniões expressas em resposta a essas questões, antes de as combinar num índice quantitativo único. Uma das primeiras escalas foi proposta por E. S. Bogardus para medir a distância social interétnica.
A maioria dos autores concebe uma atitude, como uma estrutura integrativa tridimensional, tendo um carácter ao mesmo tempo cognitivo (julgamentos, crenças e saberes), afectivo (sentimentos favoráveis ou desfavoráveis) e conativo (tendência de acção). É a componente conativa que melhor prediria o comportamento do indivíduo, na condição, contudo, de atitude e conduta terem a ver com um elemento do mundo social bem específico.
As teorias divergem quanto à origem das atitudes: intrínseca, para os que, como T. W. Adorno, apelam a variáveis de personalidade; extrínseca, para os que postulam modos de aquisição, tais como o condicionamento ou a aprendizagem social. Ainda que relativamente estável, uma atitude é modificável, e os trabalhos muito numerosos consagrados a este problema mostram, no essencial, que: (a) uma comunicação é tanto mais persuasiva quanto a fonte que a emite é competente, credível e simpática, (b) pode ser mais eficaz apresentar, ao mesmo tempo, o a favor e o contra, e (c) vale mais, em situação de perigo, expor os meios de lhe fazer face, do que se limitar a fazer apelo ao medo. As principais teorias da mudança de atitudes consideram-na quer numa perspectiva neobehaviorista (Escola de Yale, com C. L  Hovland e W. McGuire) quer de um ponto de  vista estritamente cognitivista (teorias da coerência e, mais  articularmente, a da dissonância cognitiva proposta por L. Festinger).
F. Askevis-Leherpeux
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