Articles for Janeiro 2017

15 de janeiro de 2017, 11h00

Por Jones Figueirêdo Alves

Fonte: http://www.conjur.com.br/2017-jan-15/processo-familiar-abandono-digital-expoe-crianca-efeitos-nocivos-internet

Quando, em primeiro momento, crianças e adolescentes são estimulados a uma imersão na realidade virtual, tecnologia e redes sociais os seduzem em substituição da presença dos pais, que, omissos às relações parentais mais qualificadas, outorgam-lhes a denominada “orfandade digital”. Eis que submetidos, então, aos modernos aparatos da virtualidade, seus instrumentos e redes, tornam aqueles ainda mais vulneráveis; vítimas, em segundo momento, pelo abandono digital dos pais, que, ausentes e com a convivência deteriorada, não fiscalizam nem supervisionam como transcorre a vida virtual dos filhos.

O “abandono digital” é a negligencia parental configurada por atos omissos dos genitores, que descuidam da segurança dos filhos no ambiente cibernético proporcionado pela internet e por redes sociais, não evitando os efeitos nocivos delas diante de inúmeras situações de risco e de vulnerabilidade.

O termo foi cunhado por Patrícia Peck Pinheiro, em artigo do tema, avaliando que “os pais têm responsabilidade civil de vigiar os filhos”, designadamente quando “a internet é a rua da sociedade atual”, implicando reconhecer que quanto maiores a interatividade da web e o acesso às novas tecnologias, “maior a necessidade de educação”[1].

Entenda-se: uma educação digital como “pauta de segurança que deve estar no dia a dia das famílias”, como assinalou a nominada jurista, à medida que se impõe ministra-la, mormente quando se fornecem aos filhos menores os atuais recursos tecnológicos disponíveis (celulares com câmeras, tablets etc.) reclama-se, em mesma latitude, uma assistência (supervisão) parental devida, segura e permanente, a respeito do uso e limites dos equipamentos e da potencialidade dos riscos existentes.

Nesse alcance, o artigo 29 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), é decisivo ao assinalar que “o usuário terá a opção de livre escolha na utilização de programa de computador em seu terminal para exercício do controle parental de conteúdo entendido por ele como impróprio a seus filhos menores, desde que respeitados os princípios desta lei e da Lei 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente)”. Induvidoso que a norma jurídica busca reconhecer na nova sociedade digital, despontada pelas mídias sociais e por inúmeros aplicativos, a responsabilidade parental em face dos filhos conectados com as tecnologias que os fascinam e, a um só tempo, os ameaçam à falta de uma correspondente educação digital que os permitam conviver sem maiores riscos.

O fenômeno do desamparo parental em relação aos filhos menores, frente às novas tecnologias, para um imediato conceito de abandono ou da negligência, há de dialogar, antes de mais, com questões jurídicas subjacentes, no que diz respeito à própria autonomia das crianças e adolescentes, em posição de sujeitos titulares de direitos específicos e personalíssimos. A jurista Maria Clara Sottomayor, atual ministra do Tribunal Constitucional português, agradece aos seus pais, porque na infância a deixaram ser ela mesma[2].

Assim, inobstante regras cíveis de incapacidade geral de exercício, impedientes à autonomia de regência da pessoa em menoridade; ao seu desenvolvimento intelectual e emocional importa, sim, que coparticipem (com determinadas autonomias) de suas próprias vidas, em benefício da individualidade, ao tempo do acompanhamento dos genitores, no plano das tutelas jurídica e afetiva.

Nesse sentido, assinala-se, de efeito, que a autoridade parental, em vigília do espaço virtual navegado pelos filhos, exigirá a atitude prefacial de uma relação de confiança mútua, onde o diálogo educativo será a primeira ferramenta de construção do controle sobre as interatividades de comunicações virtuais por eles exercidas. No ponto, essa confiança permitirá a cessão de parcela de privacidade pessoal que os adolescentes não toleram invadida, no proveito de aprendizagens e de confidências. Ou seja, educação digital e confiança servindo de binômio indispensável à atuação mais protegida dos filhos nos seus empreendimentos “on line” de conhecimento e de relacionamentos, pela postura atenta, educadora e vigilante dos genitores responsáveis.

Demais disso, ao lado do “direito de autonomia” pontifica o “direito ao respeito”, expressando sobre ambos o ECA, em seu artigo 17, que “o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”, o que mais reitera necessária a interação dinâmica, objetiva e dialogada das relações parentais entre pais e filhos, para a segurança digital.

Ocorre que estando a criança e/ou o adolescente em sua “condição peculiar de pessoa em desenvolvimento”, mais se acentuam as responsabilidades parentais pelos deveres de cuidados, como obrigação jurídica extraída do regular exercício do poder familiar.

Aliás, dessa condição peculiar onde a construção da identidade pessoal será resultado da interação entre a pessoa e o meio, conforme mecanismos institucionais/culturais da sociedade então vigente, como dirá o psicanalista alemão Erik Homburger Erikson, em sua consagrada teoria exposta em “Infância e Sociedade” (1950), mais se percebe que o desenvolvimento psicológico dos filhos vem exigir a “vigília digital” dos genitores.

Efetivamente não será razoável supor que a criança ou adolescente, em perspectiva da atual “sociedade de risco” (Ulrick Beck, 1986) ou da “sociedade da informação” (Fritz Machlup, 1962), alcance níveis satisfatórios de segurança no mundo digital, sem o cuidado, a vigilância ou a autoridade parental em controles dirigidos e orientadores quanto às ações por eles incursionadas na internet ou em acesso e remessa de conteúdos nas mídias digitais.

Situações de perigo precisam ser, a todo rigor, definidas e qualificadas, para o efeito da proteção adequada e, ainda, nos fins da configuração da negligência parental, inclusive para o âmbito das interatividades virtuais, certo que aquelas, em suas espécies, não se acham devidamente alinhadas em lei, dentro do contexto de uma necessária tutela protetiva.

Bem de ver que as situações de risco ou de perigo são indicadas, apenas por manuais e artigos didáticos, circunscritas com reiteração às hipóteses de violências (física, psicológica ou sexual), de exclusão social, de situação de rua, ou de abandono, uma delas confundindo-se mesmo com a própria negligência parental, o que “corresponde aos atos de omissão com efeitos negativos que representam uma falha no desempenho dos deveres do adulto, incluindo os de supervisão, de alimentação e de proteção”.

Em Portugal, a Lei 147/99, com sua versão mais recente pela Lei 142/2015, cuida da proteção de crianças e jovens em perigo, assim encontrados por alguma das situações qualificadas legalmente como tais, de forma exemplificativa, e a primeira delas é a do abandono[3].

Evidente que ao conceito de abandono, como situação de perigo, integra-se a falta dos cuidados necessários à idade do menor, no espectro virtual, pelo genitor omisso ou negligente (situação de “abandono digital”), ficando o filho entregue a si próprio e aos seus equipamentos eletrônicos. Daí decorrem os perigos psíquicos e emocionais suscetíveis nessa esfera de vivência digital, certo que a noção de perigo se vincula, desde logo, à iminência ou potencialidade dos danos, independente de a lesão haver efetivamente ocorrido. Com efeito, a primeira situação de perigo, compreensiva em sua ampla extensão, é o da própria criança desassistida por abandono digital dos genitores.

De forma específica, anotam-se, com maior frequência, como situações de risco ou de perigo, exemplificativamente:

  1. O cyberbullying (cyber” + bullyiing):

Representado pelo emprego virtual do bullying e constituindo violação de direito à identidade da pessoa, mais disseminado quando se propõe a empreender agressões de maior extensão, através de comunidades formadas, para esse fim, nas redes sociais.

A questão é acentuada no documentário Bullying (2011), de Lee Hirchs, onde se apresenta pesquisa indicando que mais de 13 milhões de crianças americanas são vítimas da prática, a cada ano. Uma cultura individualista que tem dominado as sociedades atuais, de autossuficiência exacerbada e de carência de solidarismo social produz o bullying que tem entre os objetivos mais acendrados, que funcionalizam a sua prática, a discriminação, a perseguição e a exclusão da vítima do seu grupo social. As suas variadas formas de manifestação incluem a perseguição e os atos ilícitos (e criminalizados) contra a honra (injúria, calúnia ou difamação).

O bullying digital, cometido na internet e em redes sociais, mediante as modernas tecnologias de comunicação, tem os mesmos objetivos e sua prática recorrente vem exigir um controle parental rigoroso, a evitar a vitimização dos filhos ou a própria responsabilidade civil dos genitores por atos daqueles.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, por sua 6ª Câmara Cível, reconheceu, em 2010, a responsabilidade parental por ato ilícito de filho menor, pela prática de cyberbullying na internet. A relatora do caso, desembargadora Liége Puricelli Pires, considerou que a proprietária identificada do computador de onde foi criado fotolog e enviadas mensagens com conteúdos ofensivos era solidariamente responsável (artigo 932, inciso I, do Código Civil), por ato de cyberbullying cometido pelo filho[4].

O cyberbullyling tem alcance jurídico significativo, desafiando um tratamento normativo adequado. O exemplo mais emblemático, em suas nuances jurídicas, talvez seja o “Caso Megan Meier”: anota-se que a jovem Megan Meier (13 anos), no Missouri, EUA, manteve, por algum tempo, um “romance virtual”, através do MySpace, com um adolescente chamado Josh Evans (16 anos), tendo este, acabado o romance, passado a ofende-la, com mensagens ofensivas e reiteradas humilhações. Megan não resistiu aos constrangimentos, suicidando-se por enforcamento; vindo, então, saber-se que Josh era um perfil falso, criado por Lori Drew, uma dona de casa. Em verdade, ela estava praticando cyberbullying, em represália ao abandono do seu filho adolescente pela jovem.

  1. O sexting

Denominada como a prática de produção de imagens ou vídeos, sensuais e lascivos, em exposição de atos de natureza sexual ou erótica, frente a uma câmera ou “webcam”, tornados disponíveis aos parceiros íntimos, por tecnologias de aplicativos e celulares, e-mails ou outros meios virtuais. Resulta, porém, a pessoa que assim procede e transfere a outrem os arquivos de tais conteúdos, suscetível de ser ameaçada, extorquida ou vitimada, pela divulgação massiva das imagens e vídeos que envolveram aquela exposição. Pesquisas indicam que o sexting tem sido utilizado por cerca de um quinto dos adolescentes nos Estados Unidos[5].

É paradigmático o “Caso Jessica Logan”: a adolescente produziu uma foto sua, apresentando-se nua, e a enviou ao seu namorado, com o intuito de fortalecer o relacionamento. Depois que se separaram, ele passou a divulgar a foto de Jessica para um grande número de outros alunos no Sycamore High School e Loveland High School, na comunidade de Cincinnati, Ohio, EUA. Humilhada e rejeitada pelos insultos sofridos, Jessica suicidou-se por enforcamento (junho, 2008). A repercussão do caso permitiu a criminalização da conduta, em diversos Estados americanos.

  1. A criação de perfis falsos (fakes)

O criador do “fake” utiliza uma identidade falsa, para sob essa identidade praticar crimes virtuais, atos de exploração sexual e pedofilia. Esta situação de perigo é manifesta, consabido que em 2013 cerca de 43% das crianças de nove a dez anos, com acesso à internet, já tinham perfil próprio em uma rede social, conforme pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Verificado que as situações de perigo no âmbito digital precisam, sempre, ser detectadas; impõe-se, para a tutela integral de proteção dos filhos, o dever de controle das suas interatividades virtuais, sob pena de aperfeiçoar-se a negligência parental com a devida responsabilização civil.

Desde o compartilhamento de senhas aos programas de computador de controle parental, impende observar que os diálogos de confiança e os monitoramentos adequados são instrumentos que devem atender, com precisão, à responsabilidade parental.

Do contrário, crianças e adolescentes aparentemente sozinhas em seus quartos, virtualmente conviverão com estranhos e com os perigos, enquanto estarão, em verdade, sozinhas dentro da família.


[1] PINHEIRO, Patrícia Peck. Abandono digital. In: Direito Digital Aplicado 2.0., Coord. Patrícia Peck Pinheiro; São Paulo: Thompson Reuters/Revista dos Tribunais, 2ª. edição, 2016

[2] SOTTOMAYOR, Maria Clara. Temas de Direito das Crianças. Coimbra: Editora Almedina, 2014, 355 pp.

[3] SOTTOMAYOR, Maria Clara. Obra cit., p. 333

[4] Web: http://www.conjur.com.br/2010-jul-02/mae-responsabilizada-cyberbullying-praticado-filho

[5] Web: www.thenationalcampaign.org

Los campus invierten en sistemas informáticos para poner freno al ‘corta y pega’ en los trabajos académicos

Fonte: http://economia.elpais.com/economia/2015/06/05/actualidad/1433510626_359303.html?rel=mas?rel=mas

Hace poco, Zulema Calderón, profesora de la Universidad Francisco de Vitoria(UFV), encargó a sus estudiantes de primer año de Derecho una pequeña investigación sobre grandes juristas de la historia. Los jóvenes, de entre 17 y 19 años, tenían que escoger entre personajes de la talla del filósofo Aristóteles, el teólogo Santo Tomás de Aquino, el jurista Hans Kelsen o el médico Wendell Holmes y exponer su aportación a las leyes en un artículo de unos 10 folios.

Cumplido el plazo para la entrega de los trabajos, Calderón los sometió al análisis de Ephorus, un software antiplagio que la universidad empezó a utilizar en el curso 2013-2014. El sistema detectó que los artículos de seis de los 40 estudiantes de la clase contenían párrafos copiados de webs que en conjunto suponían más del 40% del texto. En otros ocho trabajos, el porcentaje de copiado se situaba entre el 15% y el 20%.

“Hablé con cada uno de ellos por separado y les mostré la evidencia. Ephorus da un análisis detallado contra el que no cabe excusa”, señala. Pero lo más preo­cu­pante para la profesora fue la reacción de sorpresa de los alumnos ante lo que no consideraban una falta. “La mayoría lo había hecho sin malicia porque no tenía conciencia de que plagiar estaba mal. Los jóvenes de hoy tienen la cultura del copy-paste metida en su ADN y cuesta sacársela. Como es una generación que no lee, tampoco escribe y como escribe mal, copia. Es un círculo vicioso”, sostiene.

Al igual que Calderón, profesores de todos los niveles educativos se enfrentan a diario a la misma ingrata experiencia. El plagio de documentos académicos ha existido siempre, pero hace 20 años no era tan fácil como ahora. Se podía copiar un libro, pero había que hacerlo a mano, lo que al menos obligaba a una lectura superficial. Ahora, en cambio, la tarea que podía tomar horas se ha reducido a dos toques sobre la pantalla del móvil.

En 2007, la Universidad de las Islas Baleares efectuó una encuesta sobre esta práctica entre estudiantes usuarios del portal Universia. Los investigadores encontraron que seis de cada 10 alumnos aceptaban haber copiado y pegado fragmentos procedentes de una web. Además, nueve de cada 10 afirmaba que esta era una práctica extendida entre sus compañeros.

Frente a esta problemática, las universidades españolas han empezado a blindarse. Al igual que la UFV, muchas han incorporado tecnologías para la detección de plagios, algunas desarrolladas por ellas mismas y otras por terceros. En septiembre pasado, por ejemplo, la Universidad de León informó que pagará 9.000 euros al año por la licencia de Turnitin, un proveedor estadounidense de software antiplagio, aprovechando un descuento del 50% conseguido para sus asociadas por la Conferencia de Rectores de las Universidades Españolas (CRUE). La institución leonesa tomó esta medida después de que en una prueba piloto detectara que el 60% de los trabajos de sus estudiantes presentaba algún nivel de plagio.

Turnitin es el sistema más popular en España, entre otras cosas porque puede integrarse en Moodle, la aplicación web de acceso gratuito que utilizan casi todas las universidades españolas para administrar sus campus virtuales. La herramienta compara las frases de los textos analizados con los publicados en 45.000 millones de páginas webs. Luego muestra las partes coincidentes y las fuentes de las que han sido tomadas para que el profesor pueda valorar el grado de similitud.

“Llevamos tres años usando Turnitin”, indica Pedro Pérez Celis, subdirector para asuntos de gestión del conocimiento e infraestructuras de la Universidad Pontificia Comillas ICAI-ICADE. “El primer año, la tasa de copia era alta, pero el último año ha bajado bastante porque el sistema tiene un efecto disuasorio: el estudiante es consciente de que si plagia, lo van a coger”, precisa.

Turnitin informa de que actualmente 31 instituciones educativas usan la aplicación en España. De ellas, 21 son universidades y 14 son escuelas de educación secundaria. En el mercado hay más proveedores: la sueca Urkund, la francesa Compilatio, la británica CopyScape, la polaca Strike Plagiarismy la española Approbo son algunos.

La Universidad Oberta de Catalunya(UOC), 100% online, es de las que ha desarrollado su propia herramienta, aunque esta compara los textos de sus alumnos con documentos de su base de datos. Jordi Durán, jefe de proyectos tecnológicos de la UOC, justifica este modelo porque el tipo de plagio más común es el que se da entre estudiantes del mismo centro. Sin embargo, la institución planea atacar también la copia de Internet.

“Estamos valorando entre Turnitin, Urkund y Strike Plagiarism cuál es la que ofrece mayor cobertura y grado de acierto”, revela Durán. En paralelo, la UOC ha puesto en marcha dos nuevos proyectos de investigación, uno para desarrollar un programa que permita comprobar la autoría de un estudiante a partir de su estilo de escritura, y otro para determinar si los vídeos subidos por sus alumnos contienen imágenes originales o han sido tomadas de otros.

Pero por efectiva que sea la aplicación, Zulema Calderón, profesora de la UFV, advierte de que la solución no debe agotarse en la detección: “Hay que atajar el problema en el origen, es decir, en la voluntad del alumno. Hay que explicarle que plagiar no solo es una falta grave, sino que constituye también una oportunidad de aprendizaje perdida”.

TECNOLOGÍA PARA EL ‘ALUMNO 3.0’

Las universidades no solo están invirtiendo en tecnología para detectar el plagio, sino también para adaptarse a una nueva realidad que es la del estudiante conectado. En la Universidad Europea lo llaman el alumno 3.0. “Nuestro modelo académico se basa en la clase invertida”, dice Silvia Lavandera, responsable de tecnología. “El alumno asimila los contenidos en casa y hace las tareas en el aula, a la que ya no llega a sentarse y escuchar, sino a generar contenidos multimedia: apps, vídeos, mapas…”, precisa. El centro está testando también el uso de las Google Glass: enfermeros graban su día a día en un hospital y transmiten en tiempo real lo que están viviendo a un auditorio de alumnos de estudios de Salud y Biomédica.

La Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), por su parte, ha creado un corrector electrónico que permite a los docentes trabajar sobre pruebas escaneadas, hacer marcas con el lápiz electrónico o el teclado, mostrar las correcciones o no a los alumnos y enviarles la nota. También permite que los exámenes tipo test se vuelquen en el programa y se corrijan de manera automática.

Por último, está Revisely, una aplicación que ayuda a los docentes en la tarea de corregir textos: detecta errores gramaticales y faltas de ortografía, y los acompaña de comentarios al margen. Además, proporciona al profesor la posibilidad de anotar sus propias observaciones y recomendar cambios al alumno. El programa nació hace un año en Holanda, donde es utilizado por las universidades de Tilburg y Utrecht, y está tratando ahora de introducirse en España, donde ha recibido 100.000 euros en capital semilla de la aceleradora Impact.

El caso del rector destapa la lentitud y las trabas para evitar el robo de contenidos académicos.

Los expertos reclaman más control y actuaciones a escala nacional

Fonte: http://politica.elpais.com/politica/2017/01/06/actualidad/1483737559_825245.html
La reunión terminó con una ovación. Fernando Suárez, rector de la Universidad Rey Juan Carlos de Madrid, anunció el 20 de diciembre ante 50 personas que iba a adelantar las elecciones. Negó que hubiera plagiado. Y se fue de vacaciones para pensar si presenta su candidatura, algo que aún no ha confirmado oficialmente aunque distintas voces le sitúan ya fuera del poder. Salvo dos intervenciones, en el consejo de gobierno nadie pidió su marcha tras haber copiado (erratas incluidas) decenas de páginas de una veintena de compañeros investigadores en 12 publicaciones. El caso, que ha saltado las fronteras,ejemplifica de forma excepcional la tendencia de la Universidad a mirar para otro lado ante los plagios de sus investigadores, aunque sí se suspenda a los alumnos que hacen lo mismo.

La copia del rector no es una anécdota. Gracias a las publicaciones, se logran sexenios que premian la producción investigadora con un mayor sueldo y la opción, siendo catedrático, de presentarse al cargo de rector. En el caso de Suárez, además, hay plagio en una de sus dos tesis doctorales, por lo que en otro país estaría en juego incluso ser profesor titular. No en España, donde es un delito prescrito.

Los expertos demandan mecanismos de actuación más ágiles y coordinación entre universidades, una especie de Sociedad General de Autores y Editores (SGAE) como la que rige en el mundo de la cultura, que vele por los intereses de los campus, en lugar de que sea el supuesto plagiado quien denuncia en solitario o que un compañero esté al quite.

Hace dos años, el profesor Jorge Gelman, de la Universidad de Buenos Aires, alertó en un correo de que una docente de Historia de América de la Universidad de Sevilla (US) había plagiado “de manera sistemática” dos trabajos suyos “sin comillas o siquiera una mención al origen”. Lo acompañó de dos comunicados de la revista que había publicado el artículo de la investigadora en los que se reconocían los hechos. El departamento de la US trasladó el asunto al vicerrectorado de Investigación para que determinara “posibles sanciones”. “Luego un profesor demostró que la tesis de esta persona contenía numerosos plagios de mi obra y de colegas, y lo mismo sucedía con otros trabajos”, señala Gelman. La aludida asegura a este periódico que la instrucción abierta por la denuncia de Gelman se cerró. Declina explicar cuál fue el apercibimiento. Hay una nueva causa abierta de la que ni ella ni el campus hablan. Emilio Luque, director del departamento de Historia de América, que fue quien trasladó la denuncia de Gelman al vicerrectorado, considera que faltan “procedimientos específicos para abordar el plagio, hecho que explica lo dilatado del proceso y el silencio institucional, como forma de garantizar la presunción de inocencia de los afectados”.

Otros casos caen casi en el olvido. En febrero de 2016 la Complutense anuncióque ante las “dudas” investigaría la tesis de César Acuña, candidato a las elecciones peruanas. Casi un año después, los servicios jurídicos de la Comunidad de Madrid la revisan.

La Universidad de Barcelona, por su parte, determinó en marzo de 2016 que le retiraría el título de doctor a un político de Convergència, Marc Guerrero, por copiar literalmente cuatro páginas de un libro. Casi un año después, y tras las alegaciones, la universidad “está realizando un último informe que trasladará a la Comisión Jurídica Asesora de la Generalitat. Ellos serán los que tendrán la última palabra”, explican desde el campus catalán.

Guillermo Orozco, catedrático de Derecho Civil en Granada, cree que “ningún rector se va a meter a hacer un código disciplinario que castigue el plagio”. Propone que se encargue la CRUE (la conferencia de rectores españoles) o el Ministerio de Educación. La primera lanzó un comunicado dos meses después de que saltara el caso del rector de la Rey Juan Carlos en El Correo Gallego,condenando el plagio en general y apartando a Suárez de la vocalía de su institución, pero sin entrar en nada más. El ministerio se ha mantenido aún más de perfil. Alude a la autonomía universitaria y no ha respondido a este periódico sobre cómo podían actuar Aneca y CNEAI, dos organismos suyos que acreditan a los docentes y revisan los sexenios de investigación en base a una obra que, en el caso del rector, está en duda.

Orozco cree que los trabajos de los profesores deberían pasar por una herramienta informática antiplagio, como se fuerza a los alumnos de máster. “Esa herramienta debería estar controlada por una oficina independiente, que emitiese un documento acreditativo de que no hay plagio”, opina. Cuando un investigador presenta un artículo —sea para que le acrediten o para que se publique—, debe presentar una declaración de veracidad y con eso se le presupone la buena fe.

Armand Sánchez, vicerrector de Investigación y Transferencia de la Autónoma de Barcelona, coincide en la necesidad de un código nuevo. Su campus cuenta desde 2013 con un código de buenas prácticas en investigación, pero resulta difícil de aplicar. “El instructor de un expediente entrevista al supuesto infractor, llama a los testigos… y tiene un problema serio porque, cuando va a proponer una sanción, se encuentra con unas leyes obsoletas, y que no se puede saltar, que tipifican las faltas de forma que muchas veces el delito ya prescribió”. El régimen disciplinario de los funcionarios, de 1986, contempla que las faltas leves caduquen en un mes y las muy graves en seis años. De ahí la importancia de actuar pronto.

El vicerrector Sánchez no cree que la Universidad no persiga el plagio, pero reconoce que “no se hace escarnio público como en otros países”. En la Autónoma de Barcelona han detectado plagios en las semanas anteriores a defensa de la tesis -hay una copia en el departamento a disposición de otros investigadores- y ahora, tras una denuncia anónima en una web estadounidense, investigan la posible manipulación de unas imágenes en un artículo.

“Aquí hay una cultura de la connivencia. Nos movemos en clave de familia, que nadie se entere, que se quede en casa. La corrupción es una regla social. Por ejemplo, en un tablón de notas un alumno protestó porque otro había plagiado, y la directora del máster se molestó. O un doctorando escribió a un departamento al detectar plagio en las actas de un congreso y minimizaron el problema”, se lamenta Rosa Medina Doménech, profesora de Historia de la Ciencia en Granada. Ella, con otros 40 profesores como el catedrático Orozco, crearon en 2008 la Plataforma contra el Plagio.

Orozco reclama un gabinete de propiedad intelectual en cada campus, similar al de la SGAE. “Los investigadores no son conscientes de sus derechos y con la digitalización se hace muy fácil plagiar”. La única forma de defenderse es en los tribunales. “Se queda en una guerra individual, con la erosión personal y económica que supone presentar las pruebas del delito. Además, el plagio se desliza al campo de lo penal que es más exigente en los requisitos”. El Código Penal persigue el plagio industrial, es decir, si hay lucro con la copia. Si no a la víctima solo le queda la vía civil, con una indemnización económica por daños morales. El artículo 270 dice: “Será castigado con la pena de prisión de seis meses a cuatro años y multa de doce a veinticuatro meses el que, con ánimo de obtener un beneficio económico directo o indirecto y en perjuicio de tercero, reproduzca, plagie […] en todo o en parte, una obra o prestación literaria”.

Algunos plagiados sí cuentan con el apoyo del equipo rector. Así, la Universidad de Gran Canaria anuló una tesis plagiada y la justicia confirmó en 2016 la sanción. O la de Murcia, que respaldó a una profesora interina de Derecho Mercantil a quien un catedrático plagió dos veces la tesis. Él tuvo que indemnizarla con 5.000 euros y la sentencia fue publicada en un periódico.

Solo seis docentes de los 1.600 de la Universidad Rey Juan Carlos han firmado la carta en la que cinco plagiados por Suárez piden su dimisión. Ante la parálisis general, Josefina Bueno, directora general de Universidades de la Comunidad Valenciana, reclama una respuesta: “Si el caso del rector queda impune, será por culpa de la mediocridad de las personas que le rodean, que son cómplices del plagio, un hecho reprobable. Está en juego la salud democrática de nuestras instituciones”.

Manuel Castells – A obsolescência da educação

 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=eb0cNrE3I5g]

 

A discussão à volta das ideias de Castells poderia ser bastante interessante. A aprendizagem está obsoleta? Os modelos pedagógicos baseiam-se na transmissão de informação? A informação é conhecimento? Numa sociedade em rede, na qual tanta informação está disponível na internet, ainda será importante a posse do conhecimento ou a forma como lhe acedemos? Qual a autonomia intelectual de um aluno, e  a partir de que idade, para poder fazer um uso criterioso da informação contida na internet? Deve a escola persistir num modelo hierárquico de transmissão vertical de informação ou deverá antes dar mais poder aos alunos? O que quer Castells dizer com a expressão “os estudantes sabem mais que os professores”? Será que ter mais acesso a informação equivale a ter mais conhecimento?

Fonte: http://www.noticiasmagazine.pt/2017/muitas-horas-ao-computador-entao-pisque-os-olhos/

Não deixe que um ecrã dê cabo da sua saúde. Pés no chão e cotovelos em sentido.

 

As tecnologias têm destas coisas. Facilitam o trabalho e o estudo, mas podem causar danos nas costas, nos olhos, na cabeça. Horas e horas em frente ao computador exigem cuidados para que a saúde não sofra. E até pode parecer que não é complicado sentar a uma secretária, ligar o computador, meter as mãos num teclado, e olhar para um monitor. Não é bem assim. Há posições e hábitos que se ressentem no corpo. Por isso, atenção aos olhos e à postura.

Os olhos espetam-se no ecrã o dia inteiro, semana atrás de semana, ano após ano. Olhos arregalados que quase não pestanejam e as consequências aparecem. Fadiga e irritação oculares, dores de cabeça, cansaço. Pedro Menéres, médico oftalmologista, diretor de serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar do Porto, aconselha “repouso regular” e “postura adequada” a quem está muito tempo ao computador. Pestanejar é essencial à lubrificação natural dos olhos. De 20 em 20 minutos, desvie-se o olhar do monitor para objetos, paisagens, ou janelas mais distantes. “Para que o músculo que temos dentro do olho possa relaxar”, explica o também professor do ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto. Cuidados redobrados para idosos, para quem usa lentes de contacto e mulheres depois da menopausa, que têm maior propensão para que os olhos sequem. Em nome da saúde ocular, ajuste-se o monitor para evitar qualquer reflexo de luz, de janelas ou outras fontes de iluminação. Regule-se o brilho para uma intensidade adequada, e procure-se a resolução ajustada para que as letras e imagens não pareçam muito grandes ou demasiado pequenas.

“Há uma utilização exagerada destes equipamentos que são uma necessidade”. Contudo, não há uma regra que dite, como uma lei, o número adequado de horas em frente ao computador. Seja como for, a síndrome visual do computador existe e é considerada um problema de saúde pública que se pode manifestar em quem passa mais de três horas por dia com os olhos postos no computador. Pedro Menéres avisa que é preciso atenção. Até porque depois de um dia de trabalho com o computador ligado, há outras atividades de lazer que puxam o olhar para outros ecrãs.

E há a postura. Postura. Postura. Postura. Costas direitas apoiadas no encosto da cadeira, nada de inclinações, nem ombros caídos, e nem pensar numa posição semideitada. Coxas na cadeira. Pés no chão, totalmente no chão, em ângulo reto. Nada de pernas cruzadas, nem pés em configurações estranhas. Cotovelos à mesma altura dos pulsos para que todo o braço manipule o teclado e o rato. Monitor em frente à cara, para que a cabeça não precise de rodar para “apanhar” o ecrã, a 60 centímetros de distância. E a bem das costas e do corpo, levantar a cada hora porque estar muito tempo na mesma posição, já se sabe, não é aconselhável.

O ambiente também é importante. Computadores em espaços mal iluminados podem causar vários problemas como sonolência, stresse, perda de noção do horário. Salas iluminadas, portanto, de preferência com luzes brancas.

E não será demais lembrar que comida e computador não combinam. Se a fome aperta, desligue-se o computador. A refeição exige um local propício e comer à secretária em frente a um ecrã não é um bom cenário. A tentação é para mastigar mais rapidamente. E as migalhas podem entranhar-se no teclado. O que também não é bom.

Leia mais: Muitas horas ao computador? Então pisque os olhos http://www.noticiasmagazine.pt/2017/muitas-horas-ao-computador-entao-pisque-os-olhos/#ixzz4V07GzQLU