Articles for Fevereiro 2017

O número de burlas e extorsões relacionadas com o universo eletrónico aumentou em 2016, face ao ano de 2015. De acordo com os dados da Guarda Nacional Repúblicana (GNR), houve 3171 burlas, mais 291, e 98 extorsões, mais 22 do que no ano anterior.

Ao JN, Ricardo Silva, das relações públicas da GNR, explicou que as crianças e os idosos são os principais alvos por parte dos burlões. “A venda de jogos em sites de compras online é um dos esquemas usados para atingir os mais jovens. Sendo que nos idosos, há muitos relatos de vendas de aparelhos auditivos que depois são falsos. Há, ainda, vários exemplos de casas de férias, que depois não existem”, referiu.

Também a DECO adianta que o número de queixas de fraudes na internet tem aumentado. “A receção de falsos e-mails de entidades bancárias, que parecem ser totalmente verdadeiros, é o relato mais frequente”, explicou fonte da associação de defesa do consumidor.

Os esquemas fraudulentos eletrónicos de pirâmide, ou a oferta de falsos empregos, e os e-mails para “sacar” dinheiro para causas humanitárias ou para ajudar falsos herdeiros de fortunas internacionais, são outras das reclamações mais comuns que chegam à DECO.

Menos crimes informáticos

Apesar do aumento das burlas e extorsões, o número de crimes informáticos diminuiu em Portugal. Em 2016 contabilizaram-se 911 crimes informáticos, menos 157 do que no ano anterior.

“Há uma diferença entre o crime informático e os que crimes relacionados com universo informático”, destacou Ricardo Silva. O primeiro “exige um conhecimento técnico para penetrar no meio informático”. Um dos exemplos mais conhecidos é o do “phishing”, em que o objetivo é obter os dados pessoais.

“Os crimes no meio informático podem ser a venda de bilhetes falsos ou a cyberbullying, em que são usados sites de vendas ou as redes sociais”, referiu.

Dia Europeu da Internet Segura

A GNR e a Microsoft Portugal vão realizar a partir de hoje e até sexta-feira, dia 10, um conjunto de ações de sensibilização, no âmbito do Dia Europeu da Internet Segura, que se comemora no dia 7 de fevereiro.
“Marca a diferença: Unidos por uma Internet Melhor” é o tema da iniciativa que já vai no quarto ano e que pretende chegar a mais de de 90 mil alunos, 1500 pais, 400 escolas, 1500 professores e 2000 seniores, com o apoio de mais de 700 voluntários.

As ações de sensibilização serão realizadas por 320 militares e por voluntários da Microsoft Portugal, que irão abordar temas como o “cyberbullying”, o furto de identidade, a privacidade, a incorreção das fontes de informação, os vírus informáticos e a dependência da internet.

Leia mais: Idosos e crianças mais vulneráveis às fraudes na internet http://www.jn.pt/inovacao/interior/idosos-e-criancas-mais-vulneraveis-as-fraudes-na-internet-5650981.html#ixzz4ZiRGPIb8

As compras realizadas on-line estão a aumentar e as burlas também, numa altura em que há cada vez mais crianças ligadas à rede. No dia Europeu da Internet Segura, o JN falou com especialistas e instituições para conhecer algumas estratégias para uma atividade on-line mais segura.

1- Qual é a forma mais segura de fazer compras na internet?

Devem ser utilizados os sites fidedignos com serviços de pagamento seguro como o PayPal. Quando os valores são estranhamente vantajosos comparando com os do mercado “normal”, os utilizadores devem sempre desconfiar.

2 – É seguro fazer compras online fora de casa?

Não se deve utilizar computadores públicos (como os cibercafés) para efetuar compras na Internet, já que estes equipamentos podem estar infetados com vírus ou estar a ser alvo de vigilância por terceiros. Também se deve evitar realizar pagamentos com cartão em equipamentos que não os pessoais.

3 – Qual é o meio mais seguro para fazer compras na Internet?

O pagamento à cobrança ou, por exemplo, o serviço Mbnet onde os dados do cartão nunca são facultados aos fornecedores são os mais seguros e recomendados.

4 – A que tipo de sinais devemos estar atentos na altura da compra?

Há muitos. Um dos mais importantes é confirmar se o endereço eletrónico que está a usar tem o “http” e um cadeado no final e na barra inferior da janela.

5 – Qual é o segredo para uma boa password?

Não utilize datas de nascimento ou outras referências pessoais, já que essas são as primeiras que terceiros, com intenções maliciosas, tentam utilizar;

6 – Já é seguro guardar informação pessoal nas “clouds”?

Não é aconselhado guardar dados pessoas nem documentos confidenciais nas “clouds”. É preferível a sua digitalização/memorização em local que seja seguro e inviolável

7 – Como proceder se a conta de Facebook for “roubada”?

Não deve entrar em pânico, pois muito “hackers” fazem isso como uma brincadeira de mau gosto. Deve denunciar a situação ao centro de segurança do Facebook e solicitar aos seus contactos que façam o mesmo.

8 – O que é que não se deve postar nas redes sociais?

Não é aconselhado que se espalhe nas redes sociais que vão de férias ou se vão ausentar de casa ficando esta à mercê de potenciais criminosos.

9 – Como podemos tornar o nosso smartphone mais seguro?

Uma forma de proteger os smartphones é com uma password de acesso. Estes equipamentos podem ser facilmente perdidos ou roubados e essa password pode fazer a diferença na altura de o encontrar. Também é importante utilizar elementos que permitem dar um alerta quando esses equipamentos estão perdidos.

10 – Que cuidados devem ter as crianças quando estão on-line?

Não se deve publicar imagens dos menores na Internet. A partir do momento que lá são colocadas, deixam de ser privadas e pessoais e tornam-se públicas. Os encontros pessoais com pessoas que se conhecem na Internet é totalmente desaconselhado.

* Para a realização deste trabalho, o JN contou com a colaboração da PSP, do Banco de Portugal, da Associação Portuguesa de Bancos e de Luís Pereira, da Universidade de Coventry, no Reino Unido.

Leia mais: 10 conselhos para uma atividade segura na Internet http://www.jn.pt/inovacao/interior/conselhos-para-uma-atividade-segura-na-internet-5650828.html#ixzz4ZiLljEF8

Fonte: http://www.sigamais.com/noticias/mundo/em-um-ano-39-mil-paginas-na-web-sao-denunciadas-por-violar-os-direitos-humanos/

A organização não-governamental (ONG) SaferNet recebeu em 2016 denúncias contra 39,4 mil páginas da internet por violações de direitos humanos. Segundo balanço divulgado na última terça-feira (7), o conteúdo estava hospedado em 61 países, sendo que 58,9% estava em inglês e 24,2% em português. Após as reclamações, 11,9 mil endereços foram removidos pelos servidores. O serviço de denúncia é operado em parceria com o Ministério Público Federal e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
As denúncias sobre indícios de pornografia infantil envolvem 17,6 mil endereços virtuais. Sobre racismo, chegam a 11,4 mil páginas e incitação de crimes contra a vida totalizam 5,2 mil casos.

Cyberbulling e sexting

O canal de ajuda da Safernet, que oferece orientação e auxílio ao usuário, recebeu ao longo do ano passado 312 pedidos relacionados à intimidação ou discriminação na rede, o chamado cyberbulling. Quantidade semelhante às solicitações de apoio por vítimas do vazamento de fotos e vídeos íntimos, prática conhecida como sexting.
“Em uma série histórica de dez anos é a primeira vez que o cyberbullying ocupa primeiro lugar”, enfatizou o presidente da Safernet, Thiago Tavares. “Há um reflexo da própria polarização crescente no mundo e no Brasil. Então, a internet como caixa de ressonância na sociedade, acaba reverberando esse sentimento que está presente e que tem crescido, de intolerância, de não respeito às diferenças”, analisou sobre a recorrência do problema.
Ainda sobre os pedidos de ajuda recebidos pela ONG, foram 273 solicitações de pessoas que tiveram problemas com dados pessoas, como contas virtuais invadidas ou vazamento de informações. Há ainda o registro de 128 casos de pessoas que relatam sofrimento devido a conteúdos de ódio e violência.
A rede tende, como explica Tavares, a amplificar os efeitos de comportamentos nocivos. No caso do bullying, por exemplo, a intimidação que poderia ficar restrita a um espaço é multiplicada e ganha permanência. “Muitas das humilhações que aconteciam na hora do recreio se perpetuam na rede por dias, semanas, meses. Se propagam para muito além dos muros da escola”, enfatiza o presidente da Safernet.

Orientação

Em relação ao vazamento de fotos ou vídeos que podem gerar constrangimento, Tavares acredita que a melhora maneira de evitar o problema é alertando os jovens sobre os riscos do compartilhamento sem reflexão. “Mostrar às crianças que, uma vez que o conteúdo é produzido e compartilhado, você não tem controle sobre o uso que será dado àquele conteúdo”, acrescentou.
Para orientar os usuários nesse sentido, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br) lançou hoje uma série de guias para pais, educadores e jovens sobre comportamento no ambiente virtual. Entre os temas abordados estão justamente o cyberbullying (intimidação ou perseguição virtual), o racismo, o discurso de ódio, os nudes (fotos íntimas) e o sexting(vazamento de imagens íntimas). O material está disponível gratuitamente na internet.
Além das orientações gerais, o material contém exemplos elaborados a partir de situações reais que tiveram repercussão midiática. “A gente pegou esses casos, fez uma simulação de conversa e acabou fazendo histórias para que as pessoas vejam que aquilo faz parte da vida real, do dia a dia”, destacou a assessora jurídica do Nic.br, Kelli Angelini.
As cartilhas abordam os temas pelo aspecto da prevenção, para evitar que os jovens sejam vítimas dessas situações, mas também informam como se deve reagir nesses casos. “O melhor mecanismo para coibir isso é a instrução. Você instruir esses adolescentes que há punição se for feito isso e também fazer com que eles se coloquem no lugar das vítimas”, disse Angelini.

Mesmo com o lançamento de novas soluções de segurança virtual a cada mês, somos bombardeados com notícias de ataques cibernéticos em grande escala

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/entenda-por-que-nossa-seguranca-cibernetica-esta-ameacada/116909/

Ao mesmo tempo em que desejamos tornar a Internet um ambiente mais seguro, temos negligenciado vulnerabilidades e feito escolhas equivocadas para combater as ameaças digitais. O senso comum dita que o correto é combater item a item, mas infelizmente não funciona assim. Para trazer clareza a esta questão, a educação digital precisa ser colocada em primeiro plano, seja no âmbito familiar ou corporativo, de modo que os usuários possam agir de forma preventiva. O senso de desconfiança, também conhecido popularmente por “desconfiômetro”, que está sempre presente nas situações cotidianas, deve ser usado na Internet. O usuário precisa estar sempre atento às ofertas e anúncios digitais que chegam via e-mail ou WhatsApp, oferecendo facilidades incomuns, pois o meio digital é tão perigoso quanto o real.



Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/senha-do-whatsapp-contorna-brecha-divulgada-por-jornal.html

A verificação em duas etapas anunciada nesta quinta-feira (9) pelo WhatsApp, contorna a “brecha” divulgada pelo jornal inglês “The Guardian” em meados de janeiro. A vulnerabilidade permite que um espião receba mensagens do WhatsApp destinadas a outra pessoa em um caso específico, mas a senha vai mudar o comportamento do WhatsApp justamente nessas situações.

A falha, descoberta pelo pesquisador Tobias Boelter, envolvia o reenvio automático de mensagens pendentes no WhatsApp. Esse reenvio acontece quando uma pessoa troca de aparelho e ativa o WhatsApp com o mesmo número em outro lugar. Qualquer mensagem enviada e que não chegou a ser recebida pelo aparelho anterior será automaticamente reenviada para o aparelho novo.

Como o WhatsApp pratica a chamada “criptografia ponta-a-ponta”, um modo mais seguro de comunicação que o usado pela maioria dos programas comuns de comunicação, normalmente não deveria ser possível que um aparelho diferente do destinatário inicial recebesse as mensagens. É por isso que a mensagem precisa ser reenviada.

É nesse sentido que é possível fazer com que mensagens ainda não recebidas pelo destinatário real sejam encaminhadas a outro aparelho. Para isso, basta que o espião tenha algum meio de interceptar as mensagens SMS recebidas pelo destinatário para cadastrar o SMS no aparelho que deve receber as mensagens.

Com a senha na autenticação de dois fatores, um número reativado sem senha não mais recebe as mensagens que estavam pendentes de recebimento. Sendo assim, caso o número seja reativado por outra pessoa, as mensagens não serão reenviadas e a brecha foi contornada.

Como ativar e como funciona
A verificação em duas etapas é ativada nas Configurações do WhatsApp, em “Conta > Verificação de duas etapas“.

Para usá-la, é preciso cadastrar uma senha de seis dígitos. Esta senha será solicitada toda vez que o número for reativado no WhatsApp. Opcionalmente, é possível cadastrar um e-mail que será usado para desativar essa segurança no caso de esquecimento da senha (o WhatsApp recomenda cautela com qualquer mensagem inesperada que chegue pedindo para clicar em links ligados ao WhatsApp).

Caso a senha seja esquecida e não puder ser desativada ou a conta seja abandonada (no caso de troca permanente de número), será possível reativar o WhatsApp no mesmo número sem a senha após uma semana de inatividade. No entanto, mensagens pendentes não serão entregues.

Espionagem e proteção
A vulnerabilidade descrita por Boelter e divulgada pelo “The Guardian” não é grave. Ela não é fácil de ser explorada (pois exige acesso ao SMS da vítima para ativar o WhatsApp em outro aparelho) e expõe uma quantidade bem pequena de informação (apenas as mensagens pendentes de entrega).

Quem mais poderia se beneficiar desse tipo de ataque seriam países com regimes autoritários que tentassem espionar ativistas políticos ou outros alvos de interesse do governo. No dia a dia, o risco é de alguém olhar o SMS recebido no seu telefone e ativar o seu WhatsApp em outro aparelho.

A medida também expõe mais o WhatsApp, que agora toma uma posição mais central na proteção da conta do usuário. Se antes a proteção da conta dependia totalmente do número – e, portanto, da operadora -, agora o WhatsApp pode ser ao menos requisitado a burlar a segurança criada pela senha de acesso configurada.