Articles for Julho 2017

Fonte: http://apublica.org/2017/03/truco-plano-de-aula-gratuito-ensina-estudantes-a-checar-informacoes/

 

Reconhecer infomações falsas e evitar compartilhá-las pode ser muito difícil, ainda mais em meio ao excesso de conteúdo que circula pela internet. Para ajudar estudantes de ensino médio a desenvolverem essa habilidade, o Instituto Poynter – entidade norte-americana sem fins lucrativos que promove o ensino do jornalismo – desenvolveu um plano de aula que explica princípios da verificação de fatos. O guia faz parte das celebrações do Dia Internacional do Fact-Checking, comemorado em 2 de abril, e está disponível em 11 idiomas. A versão em português foi produzida pela Agência Pública, que mantém o projeto de fact-checking Truco.

As atividades do plano – que pode ser baixado gratuitamente no site do Dia Internacional do Fact-Checking – têm uma duração estimada de 75 minutos, o que permitiria encaixá-lo em uma aula dupla. Um folheto de quatro páginas é entregue aos alunos, e o professor pede a todos que se posicionem sobre o que acham do voto obrigatório ou do voto facultativo.

Em seguida, os estudantes têm acesso a três reportagens que tratam do tema. Uma delas é um texto equilibrado, com fatos e fontes indicados. As outras duas não apresentam quaisquer fontes e trazem afirmações radicalmente opostas sobre o tema. A ideia por trás do exercício é mostrar aos estudantes como suas opiniões pessoais podem evitar que escolham uma reportagem baseada em fatos.

Também faz parte do plano de aulas uma animação de 2 minutos, que explora as diferenças entre fatos e opiniões, notícias e boatos. O material produzido pelo Poynter ensina ainda como explicar as adolescentes as diferenças entre o que é uma opinião e um fato. Há um exemplo de como descobrir se uma notícia é falsa, usando pesquisa de imagem reversa para desvendar a afirmação de que a radiação do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, teria chegado à costa oeste dos Estados Unidos.

Folheto do plano de aula que apresenta conceitos de checagem para estudantes do ensino médio

Folheto do plano de aula que apresenta conceitos de checagem para estudantes do ensino médio. Reprodução

Não faltam dicas de ferramentas que podem ser úteis para desvendar boatos e correntes que circulam pela rede. Títulos em caixa alta, sites que não incluem uma seção descrevendo quem são os responsáveis ou os autores e a ausência de informações detalhadas sobre os proprietários do endereço estão entre alguns dos indícios que podem servir para detectar textos falsos. Professores que quiserem instrumentos adicionais para ensinar aos seus estudantes têm no guia indicações de artigos complementares, em inglês.

A última atividade prevista é a criação de posts, vídeos, GIFs, desenhos e memes nas redes sociais pelos próprios alunos, que poderão espalhar dicas de como descobrir notícias falsas na internet. Com isso, o conhecimento adquirido por eles passará a circular entre jovens que ainda não tiveram acesso ao plano de aula. E ficará mais fácil deter boatos e rumores que inundam as timelines de todos.

Detalhe de atividades previstas no plano de aula.

Detalhe de atividades previstas no plano de aula. Reprodução

Fonte: http://www.jn.pt/inovacao/interior/faca-as-contas-paga-uma-fortuna-para-estar-nas-redes-8615888.html

“Faltam 12 horas…prazo final, acabou de sair na mídia, extraoficial, o Facebook vai ser pago”. Se utiliza as redes sociais com regularidade, com certeza que já se cruzou com esta mensagem na sua “timeline”.

De nada adianta copiar ou colar a publicação e muito menos deve pagar o valor que aparece no post. A mensagem é falsa e trata-se de mais uma tentativa de burla. O melhor a fazer, sempre que ela aparece, é denunciar à rede, como ameaça ou spam, protegendo assim outros utilizadores com menos conhecimento.

No entanto, há uma meia verdade nesta história. O Facebook é pago. E não só o Facebook. Os serviços da Google também têm um custo para o utilizador: a privacidade.

Se é verdade que nunca lhe pediram para pagar diretamente estes serviços, há muito que os seus dados, bem como aquilo que faz na Internet, são transacionados. De cada vez que introduz o seu número de telemóvel ou clica num link e preenche um formulário, o mais provável é esses dados serem vendidos. E assim se formam milhares de bases de dados de inúmeras empresas. Atualmente, a comercialização de contactos é um negócio extremamente rentável e bem-sucedido. Agora já percebe por que é que às quintas-feiras recebe sempre aquela mensagem promocional do bar X, ou a promoção do talho Y.

E, mesmo não sabendo desta realidade, a verdade é que concorda com ela. A transação de dados é, muito provavelmente, uma das várias alíneas que ninguém lê, dos “termos e condições” que aparece quando cria uma conta de email ou de uma rede social.