Articles for Março 2018

Fonte: https://canaltech.com.br/apps/google-anuncia-app-para-que-pais-controlem-smartphones-de-seus-filhos-110816/

 

Impor restrições quanto ao conteúdo que as crianças consomem na internet é um tema recorrente e principal tópico de inúmeras discussões relacionadas. O controle parental, mesmo quando a classificação de faixa etária é demarcada, não é um aspecto fácil; afinal, a internet é, como muitos dizem, uma terra de ninguém, muito embora existam muitas criações voltadas à educação que transformam a navegação pelo ambiente digital em um tempo útil.

Pensando nisso, uma parceria entre equipes de engenheiros da Google no Brasil, localizados em Belo Horizonte, e dos Estados Unidos, sediados no estado da Califórnia, uniram forças para criar o Family Link. O aplicativo em questão está fase de testes desde setembro do último ano, mas só nesta quarta-feira (28) é que começou a ser disponibilizado.

O app é voltado aos pais, pois serão eles quem definirão as regras digitais para seus dependentes menores de idade. Assim que o software for instalado em um aparelho Android, o responsável deverá criar uma conta Google para a família, e, em seguida, será preciso configurar esta conta nos smartphones dos filhos.

Desta forma, poderão ser gerenciados os seguintes recursos:

  • Aplicativos que as crianças terão direto a usar: os pais terão controle e poderão aprovar ou bloquear download de apps que os menores baixam na Google Play Store
  • Tempo de uso: o usuário poderá visualizar quanto tempo as crianças passam usando o dispositivo e os devidos aplicativos instalados, através de relatórios de atividade semanais ou mensais. Assim sendo, os pais terão liberdade para limitar diariamente o uso dos aparelhos, caso queiram
  • Hora que o aplicativo entra em Sleep Mode: os responsáveis também poderão definir a hora que o dispositivo entre no modo dormir, bloqueando remotamente o smartphone da criança na hora em que esta precisar brincar, estudar ou dormir

Configuração do Family Link

Antes de prosseguir para o download do aplicativo e configurar a conta de uma criança, é recomendado verificar se o dispositivo móvel, seja este Android ou iPhone, é compatível com o software. Também é necessário verificar se existe uma Conta do Google criada para que esta seja gerenciada no Family Link, e se há uma Conta do Google particular já existente.

Vale ainda relembrar que, na maioria dos países, os usuários com mais de 13 anos conseguem criar a própria Conta do Google. Crianças com idade inferior a 13 anos precisam de consentimento dos pais para criar uma conta do Google.

O Family Link para crianças é compatível com todos os dispositivos móveis que possuem Android versão Nougat 7.0 ou superior instalado. Caso a versão do sistema operacional seja Marshmallow 6.0 ou superior, o aplicativo é suportado apenas pelos seguintes aparelhos: Alcatel Dawn, Alcatel Fierce 4, Alcatel Pixi Unite, LG K3, LG Stylo 2 Plus, LG X Power, Samsung Galaxy Luna, Samsung Galaxy Tab A e Sony Xperia X.

Já os pais podem executar o Family Link em dispositivos com Android KitKat (4.4) ou superior e em iPhones com o iOS 9 ou superior.

Lançamento gradativo

Apesar de ter sido desenvolvido por uma equipe brasileira da Google em parceria com um time americano de engenheiros, o aplicativo ainda não está disponível para todos no Brasil. Por enquanto, o download do Family Link pode ser feito apenas na Austrália, no Canadá, na Irlanda, na Nova Zelândia, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Mas a Google já anunciou que a chegada do aplicativo por aqui será liberada em breve na Google Play e App Store.

Fonte: Google

Fonte: https://observador.pt/2017/05/05/dia-mundial-das-passwords-10-regras-para-criar-uma-palavra-passe-segura/

Esta sexta-feira é o Dia Mundial das Passwords e, sendo este um tópico importante, anote algumas sugestões para melhorar a sua segurança e criar uma palavra-passe à prova de ataques.

JULIAN STRATENSCHULTE/EPA

Autor
  • Miguel Videira Rodrigues

Gerir as palavras-passe é uma medida de segurança importante, mas pode também ser uma das mais aborrecidas de fazer. Passwords curtas são fáceis de decorar, mas não são seguras, enquanto que as maiores são mais seguras mas difíceis de decorar, em especial se tiver uma diferente para cada conta.

Mas então como é que se pode conseguir um meio termo? A Kaspersky Lab sugere 10 conselhos para ajudar a gerir e criar passwords fáceis de decorar e seguras. Provavelmente já conhece e segue alguns deles, mas nunca é demais lembrar.

Pelo menos oito variantes

O importante numa palavra-passe não é, de todo, o quão aleatória ela pode ser, mas sim como pode ser difícil de ser hackeada. Ou seja, se tiver pelo menos oito símbolos (minúsculas, maiúsculas, números e sinais de pontuação) torna-se mais complexo para um hacker decifrar a sua password.

Datas e nomes? Nunca

Qualquer tipo de palavra normal, um nome próprio, uma data de nascimento ou uma variante de combinações simples devem ser evitadas. Isto exclui o típico “123456” e “qwerty”.

Uma frase, muitas passwords

A fim de criar uma palavra-passe minimamente aleatória mas fácil de memorizar é utilizando uma frase. Por exemplo, pense na frase “A minha password não presta”.

Pegando nesta frase, retiramos a primeira letra de cada palavra: “AMPNP”. Agora introduzimos um símbolo diferente entre cada letra que, não sendo na mesma o mais indicado, pode ser uma data especifica (5/5/2017): “A5M5P2N0P17”.

Assim a password criada fica um pouco aleatória e fácil de decorar. Além disso, pode criar variantes com base na mesma frase, bastando juntar, por exemplo, as últimas letras de cada palavra para criar outra combinação.

Crie mnemónicas

Uma mnemónica é um auxiliar de memória, uma frase que nos lembra uma sequência ou, um dos mais comuns, utilizar os dedos para saber quantos dias tem cada mês.

Neste sentido, pode criar uma mnemónica que o ajude a memorizar cada uma das passwords que criar, de preferência que seja uma história associada a uma imagem ou fotografia.

Não recorra a palavras de outras línguas

Muitos utilizadores pensam que, ao recorrer a outras línguas, com letras que, neste caso, não fazem parte do alfabeto português, estão a aumentar o nível de segurança. Errado. Por norma, os hackers têm dicionários especiais que contêm este tipo de combinações, fazendo com que este método não tenha qualquer nível extra de segurança.

Não partilhe a password

Tanto a palavra-passe como o método utilizado para a criar são duas informações que devem ser guardadas apenas para o utilizador. Por exemplo, no caso de utilizar as suas músicas favoritas para criar senhas de segurança, ao descobrir tal informação, um hacker fica com o trabalho muito mais facilitado uma vez que, sabendo os seus gostos musicais, fica com um universo de hipóteses muito mais reduzido.

Partilhe o computador mas não a conta

É um cenário bastante comum entre familiares é existir mais que uma pessoa a utilizar um só computador. Esta situação já de si aumenta o risco de expor o computador, mas partilhar a mesma conta (e consequentemente a mesma password) não é, de todo, um processo recomendado. O ideal é cada um ter a sua conta e a sua password.

Um serviço, uma senha

É mais fácil criar apenas uma ou duas senhas e utilizar as mesmas em todos os serviços. O problema é que, ao descobrirem como entrar num serviço descobrem como o fazer em todos os outros. O ideal é ter uma única senha para um serviço, tendo mais importância aplicar esta regra nas contas que envolvem dinheiro e informação pessoal.

Escrever várias vezes

Uma forma fácil de decorar um senha nova e menos intuitiva que “123456” é escrever várias vezes seguidas a password no teclado. Esta é uma técnica simples e que recorre à facilidade que o cérebro tem de recordar movimentos que sejam repetidos diversas vezes, criando uma espécie de hábito.

Evite guardar a senha

Claro que nem sempre conseguimos memorizar determinada senha, mas deve evitar a todo o custo escrever a password num papel, guardá-la na drive ou noutro serviço ou dispositivo. Não devem existir registos físicos ou digitais de nenhuma senha que utilize. Uma solução que o pode ajudar a nunca perder as passwords é utilizar um programa de confiança e seguro. Muitos anti vírus disponibilizam um e existem até aplicações que fazem o trabalho bem feito. Claro que será sempre melhor se as conseguir manter apenas na cabeça.

 

As regras da proteção de dados vão mudar. Saiba o que está em causa

Fonte: https://observador.pt/2018/01/28/as-regras-da-protecao-de-dados-vao-mudar-saiba-o-que-esta-em-causa/

 

Este domingo é o Dia Internacional da Protecção de Dados e o ano vai ficar marcado pela aplicação de um novo regime (o RGPD). Perguntámos a dois especialistas o que muda e como nos podemos proteger.

 

O novo regime jurídico sobre a proteção de dados pessoais passa a ser plenamente aplicável a 25 de maio deste ano

Getty Images/iStockphoto

“Da mesma forma que não falo com estranhos na rua, também não falo no mundo virtual. Não é por estar no conforto da minha casa, atrás de um computador, que estou em segurança.” Quem o diz é Bruno Castro, presidente executivo da empresa de cibersegurança Vision Ware, em conversa com o Observador.

Segurança, privacidade, conforto: o tema está na agenda do dia — este domingo celebra-se o Dia Internacional da Proteção de Dados — e na da Europa, quando a partir de 25 de maio for plenamente aplicável o novo regime geral sobre proteção de dados (RGPD).

“O RGPD está aí à porta e não é um tema que possa ser ignorado ou que por e simplesmente ‘vá passar’”, explicou ao Observador Ana Rocha, advogada da equipa de Data Protection da CCA Ontier. O tratamento de dados pessoais na época digital é um assunto cada vez mais importante e consagrado como um direito fundamental dos cidadãos europeus.

O RGPD tem como objetivo central garantir que os titulares recuperem o controlo dos seus dados, por isso é importante que as pessoas conheçam e exerçam, sempre que necessário, os direitos que o regulamento prevê, nomeadamente de acesso, retificação ou eliminação [de dados pessoais]”, acrescentou.

Com a aplicação plena da nova alteração legislativa, o que está em causa é uma maior e mais eficiente proteção da informação pessoal dos cidadãos (com ênfase na forma como este são tratados e alojados em servidores informáticos). O objetivo é o de regular uniformemente a forma como pessoas, empresas e organizações gerem os dados pessoais dos cidadãos na União Europeia e ainda na Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. As sanções podem chegar a 20 milhões de euros.

[Se o tema da proteção de dados lhe parece enfadonho, veja este vídeo da Comissão Europeia que, em tom cómico, explica por que deve ter cuidado com o que partilha online]

A alteração às regras levou as empresas a prepararem-se para esta nova realidade jurídica, mas foi recebida com alguma reticência. A própria Comissão Nacional de Proteção de Dados, o órgão regulador português para esta matéria, afirmou que esta alteração traz “mudanças significativas na vida das organizações“. Mas Bruno Castro explica que esta era “uma obrigação que as empresas já deviam ter antes da lei porque a informação das pessoas não lhes pertence”.

O regulamento quer dar mais direitos ao cidadão. Este fica com mais direitos quer com a entidade patronal quer como consumidor”, explica Bruno Castro, acrescentando que “a solução não passa por dar a volta ao que é definido pela lei, é ver caso a caso e decidir que procedimentos se devem tomar para anular o risco”. Quanto às medidas que as entidades devem implementar, o executivo diz ainda: “Não existem soluções milagrosas para transversalmente corrigir as lacunas”.

Com a aplicação do RGPD , qualquer entidade que tenha informação pessoal de alguém, como o nome completo, estado civil, ou até informações mais sensíveis como informações, passa a ter normas mais específicas e transparentes sobre como deve guardar e utilizar estes dados — até porque o cidadão passa a ter direito ao esquecimento.

“Preferindo sempre escrever a minha password”

Quanto a salvaguardar a segurança de dados pessoais, Ana Rocha relembra duas táticas: “não utilizar uma única palavra passe em diferentes sites e serviços” e “escolher palavras passes menos óbvias”. Ou seja, se a palavra passe das redes sociais e email que utiliza é a data de nascimento, o seu apelido ou, simplesmente, “12345”, altere-a. (quer dicas? Veja as que deixámos aqui no Observador).

A advogada explica ainda que nunca permite que as suas passwords sejam memorizadas para facilitar o acesso recorrente a um serviço ou aplicação. “Preferindo sempre escrever a minha password ou pedir códigos de confirmação adicionais”, mesmo assumindo-se como uma “consumidora assídua e curiosa de muitas apps e serviços”. Bruno Castro ressalva que “o que fazemos na vida real e o que fazemos na vida virtual é semelhante”. Assim, a melhor forma de proteger os dados pessoais parte sempre de quem os detém: a pessoa.

Outro vídeo da Comissão Europeia em que mostra como a falta de cuidado com a proteção de dados pessoais pode deixar uma pessoa bastante “despida”

“Privilegiar a utilização de serviços que usem sistemas de verificação em dois passos, por exemplo, com confirmação por SMS, pode ser outra medida de segurança a usar””, advertiu Ana Rocha. O mesmo aplica-se às compras na Internet: “nas transações e compras online, ter atenção à disponibilização de dados de cartão de crédito verificando se são usadas tecnologias de maior segurança na Internet como, por exemplo, protocolos SSL [o “HTTPS” que aparece antes dois nomes de alguns sites]”.

As empresas devem “perceber as fragilidades”

“O mercado [de serviços de proteção de dados] explodiu graças ao RGPD”, afirmou Bruno Castro, acrescentando que “o crescimento da procura por serviços de proteção de dados foi muito maior do que a oferta que existe, mesmo com novos concorrentes. Desde escritórios de advogados a empresas de segurança, todos agarraram o tema.”, explica Bruno Castro que deixa uma recomendação clara às empresas: “conhecer a própria casa”.

O empresário explica que tudo começa por “perceber as fragilidades”. Depois, “definir-se um mapa de objetivos de correção das falhas”. Só a seguir é que se “começam a definir regras, mas isto tudo só a seguir de já estar tudo planeado”. O especialista em cibersegurança termina por dizer: “só depois destes passos é que vamos ver o que diz o regulamento”.

A primeira fase é perceber o nível de segurança global da minha empresa. Depois vem a preocupação: “O que é que aqui temos com dados pessoais?” Depois destes passos é que vamos ver o que diz o regulamento”, explica Bruno Rocha.

Ana Rocha acompanha as declarações do empresário: “a minha primeira recomendação às empresas é a de que devem olhar para a proteção da privacidade como uma oportunidade para arrumar a casa e como uma forma de melhorar dos seus serviços e produtos”. A jurista continua: “as empresas deverão fazer uma avaliação exaustiva do tratamentos de dados, devendo aplicar de forma criteriosa os princípios de que os dados recolhidos devem ser adequados, proporcionais e não excessivos face à respetiva finalidade”. Tudo isto “comunicando a forma como os dados são tratados através de políticas de privacidade claras, simples e transparentes“.

Quanto a um dos maiores receios que o RGPD tem criado às empresas, as coimas (as multas, sem ser em juridiquês), Ana Rocha deixa a recomendação: “é fundamental organizar e implementar processos documentando e registando as atividades de tratamento de dados de forma a garantir que, no caso de uma inspeção do regulador, seja possível demonstrar o cumprimento de todas as obrigações legais que o regulamento impõe”.