Mãe condenada por ameaçar e insultar professora

Uma professora da Escola E.B. 2.3 Frei Caetano Brandão, em Braga, tirou o telemóvel a uma aluna, depois de o aparelho ter tocado na aula e entregou-o ao Conselho Diretivo. A mãe soube do que aconteceu e não gostou; insultou a docente, disse que lhe ia “bater” e esperou-a à porta do estabelecimento com o intuito de a agredir.

 

 

Escola EB2,3 Frei Caetano Brandão

 

 

Por isso, foi agora condenada pelos crimes de injúria agravada (420 euros de multa) e coação agravada (sete meses de prisão, substituídos por 210 horas de trabalho a favor da comunidade). Tem ainda de pagar 1500 euros de indemnização que vão reverter para uma instituição de solidariedade social.

A sentença ainda não transitou em julgado, já que Liliana Barbosa da Silva, residente em Ferreiros, recorreu para o Tribunal da Relação de Guimarães por discordar da sentença.

Randstad “reprograma” professores desempregados

A Randstad levou 15 professores de volta às salas de aula, depois de vários meses de desemprego. Desta vez, não estão ali para ensinar, mas antes para aprender. De que se trata? De um programa-piloto de reconversão de competências que a empresa de trabalho temporário está a realizar em Portugal pela primeira vez na história, e que envolve uma parceria entre uma tecnológica (Coriand) e uma universidade de Lisboa.
A ideia é simples: a Coriand contactou a Randstad porque precisava de programadores java, que “são poucos e muito especializados”. E para responder ao cliente, a empresa de recursos humanos iniciou um processo de reprogramação de competências de pessoas que estavam sem trabalho há vários meses ou muito insatisfeitos com as funções que cumpriam.
“Temos sentido nos últimos 3 a 4 anos dificuldades acrescidas no preenchimento de vagas em funções técnicas muito específicas”, revelou a empresa de trabalho temporário ao Dinheiro Vivo.
Assim, juntaram 15 professores de Matemática, Física e Química, entre outros, que estavam “fora das tecnologias de informação” e iniciaram o projeto Reprograma a Tua Carreira, que poderá ser replicado a nível internacional futuramente. “É importante saber que podermos reprogramar as pessoas”, lembra a empresa, admitindo, no entanto, que “para iniciar este programa tivemos de entender quais eram as competências necessárias a um programador e quais eram as soft-skills dos candidatos que poderíamos utilizar e reformatar”.
O curso, que começou a 1 de outubro e tem a duração de três meses, está a decorrer nas instalações da Randstad e não tem custos para os formandos. No final, com base numa avaliação que será feita pela Randstad Tecnologies, estes formandos saberão se foram devidamente “reprogramados” e, se for o caso, terão emprego imediato.
A formação está a ser levada a cabo por professores universitários e técnicos daquela empresa e, segundo a Randstad, poderá criar “uma equipa de topo”.
Para já, a Randstad admite que a execução do programa está “a superar as expectativas de todos” e que “o empenho da equipa de recrutamento, da equipa de formadores e dos próprios formandos tem sido notável”.
O desemprego em Portugal está a cair desde fevereiro do ano passado, mas o número de pessoas sem emprego há mais de doze meses continua alarmante. São 461 mil portugueses, num universo de 688 mil desempregados.

Exames aos genes e ao cérebro serão frequentes no recrutamento em Wall Street

É a visão futurística de Hauke Heekeren, neurocientista da decisão: o recrutamento dos melhores gestores de fortunas incluirá análises genéticas e cerebrais.

 

http://observador.pt/2014/10/24/exames-aos-genes-e-ao-cerebro-serao-frequentes-recrutamento-em-wall-street/

 

Tudo aponta para que a escolha dos melhores investidores profissionais deixe de ser apenas feita com base em entrevistas e currículo. “É provável que testes de comportamento, exames ao cérebro e também análises à informação genética ajudem a prever características [dos investidores], como a aversão ao risco, com alguma certeza”, explica Hauke Heekeren, neurocientista da decisão da Universidade Livre de Berlim.

Heekeren, que também lidera o grupo de estudo sobre a neurocognição da tomada de decisão no Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, assegura que ainda é uma visão futurística, “mas que toda a investigação aponta para aí”. “Não é uma ideia estranha: se alguém for contratar um corretor de Wall Street que negoceia com milhares de milhões de dólares, é normal que tente analisar toda a informação possível para não recrutar uma pessoa que destruirá alguns milhões de dólares.”

A análise genética nunca poderá ser usada isoladamente. “Isto só poderá fornecer informação probabilística. Por exemplo, uma pessoa poderá ter uma probabilidade acrescida de 5% de ser avesso ao risco”, garante Hauke Heekeren. Todavia, a informação genética pode ser complementada com análise cerebral, através, por exemplo, de imagem por ressonância magnética. “A interação entre os genes e o meio envolvente é que define a pessoa e, logo, o investidor.”

Hauke Heekeren, em Lisboa, avisa que ainda há muito para estudar na relação da genética e do investimento. © Fábio Pinto

Heekeren é um dos pioneiros no estudo da preferência do risco e da genética. A sua equipa no Instituto Max Planck identificou uma variante genética que influencia as ações da dopamina, um neurotrasmissor importante nas decisões de investimento, entre outras. “Ainda temos muito para investigar. Seguem-se muitos outros estudos”, minimiza Heekeren, à margem da iMed, uma conferência organizada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Os mais velhos não são mais avessos ao risco

Hauke Heekeren também estudou as decisões dos investidores mais velhos. “Estávamos à espera que os adultos mais velhos fossem mais avessos ao risco, mas não foi o que descobrimos”, conta o neurocientista. “O grupo dos mais velhos é mais heterogéneo, isto é, há muita disparidade no perfil de investidores.”

O estudo mostrou que é mais fácil encontrar investidores mais velhos muito avessos ao risco ou muito apreciadores do risco do que entre a população mais nova. Os investidores mais velhos “deveriam ser versões mais antigas dos mais novos, mas não são”.

Outro estudo liderado por Heekeren mostrou que as pessoas negligenciam a correlação dos ativos financeiros. A escolha de aplicações pouco correlacionadas permite aumentar a diversificação e minimizar o risco das carteiras. No entanto, por alguma razão, o cérebro não contabiliza as correlações. “O cérebro não capta o risco adicional de não correlacionar? É uma análise complexa para o cérebro? Ainda estamos muito longe das respostas”, conclui o investigador.

Nuno Crato garante que gestão de professores não vai passar para as Câmaras

Fonte: Jornal de Notícias

O ministro da Educação, Nuno Crato, garantiu, esta segunda-feira, que a contratação, transferência e salários de professores vão continuar a ser responsabilidade do governo, mesmo depois de passar a gestão de escolas para algumas autarquias. No final de uma reunião com representantes da Federação Nacional de Educação (FNE), o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou que a atual proposta de transferência de competências ainda é apenas um “pré-projeto piloto” que “ainda está em fase de discussão”. A ideia base é que, já no próximo ano letivo, um grupo de autarquias fique responsável pela gestão de algumas escolas básicas e secundárias, podendo tomar decisões como a oferta curricular. No entanto, garantiu, esta segunda-feira, Nuno Crato, “não está em causa os salários dos professores, contratação de professores nem gestão de carreiras docentes. Não há que haver preocupação, porque continuam a ser funcionários da Administração Central”. Garantindo que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) não pretende premiar as autarquias que consigam pôr as escolas a funcionar com menos professores, Nuno Crato explicou que “a única coisa que está em discussão é a possibilidade de incentivar uma melhor gestão dos recursos globais”. “O que nós queremos é um envolvimento local dos municípios”, sublinhou o ministro, voltando a lembrar que “os professores são funcionários da Administração Central” e, como tal, a gestão destes docentes não pode ser transferida para os municípios. No final do encontro, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, mostrou-se satisfeito com o novo projeto do MEC: “Mostrámos a nossa disponibilidade para ser parceiro num processo de decisão que aproxima as populações, mas não é apenas substituir o ministério pelas câmaras municipais, tem de haver um envolvimento da comunidade local”. Também no encontro realizado esta manhã, Nuno Crato garantiu aos responsáveis da FNE que “não está em causa qualquer transferência que diga respeito à gestão de professores ou salários”, afirmou Dias da Silva. Para a FNE existem algumas áreas que podem passar para as mãos das autarquias, como é o caso dos edifícios escolares, ofertas educativas e das componentes curriculares locais. Outro dos assuntos debatidos na reunião de hoje foi a situação de alguns dos mais de seis mil docentes que no ano passado entregaram os papéis para a reforma e continuam a aguardar uma resposta da Caixa Geral de Aposentações. A FNE não tem a dimensão exata de quantos professores estão nesta condição, mas lembra que a manutenção desta situação pode afetar o normal funcionamento das escolas.

Professoras a contrato sem licença de maternidade

Professoras a contrato sem licença de maternidade

Há professoras contratadas que não estão a receber nem licença de maternidade, nem subsidio de gravidez de risco. Fizeram descontos ao longo de vários anos para a Caixa Geral de Aposentações, mas, porque não foram colocadas até 1 de setembro do ano passado, data em que passaram a descontar para o regime geral da Segurança Social, não completam os seis meses de vínculo necessários para terem direito às prestações sociais. É esse o argumento da Segurança Social para justificar o não pagamento.