E-Newsletter ANQEP n.º 10

 

Newsletter: ANQEP n.º 10

Newsletter ANQEP n.º 10
dezembro 2012
www.anqep.gov.pt
Garantir o futuro da juventude

No final de novembro de 2012, a estratégia “Repensar a Educação”, apresentada pela Comissão Europeia, incitava os Estados-Membros a desenvolverem esforços no sentido de proporcionar aos jovens as competências necessárias para o mercado de trabalho. Esta mesma estratégia ia um pouco mais longe e agendava já para o dia 5 de dezembro a apresentação de um “Pacote para o Emprego dos Jovens”. Efetivamente, no dia indicado, este pacote de medidas foi anunciado, introduzindo no discurso europeu a “Garantia da Juventude” com um objetivo muito específico: garantir que todos os jovens até aos 25 anos recebam uma oferta de qualidade de emprego, de continuação dos estudos, de contratos de aprendizagem ou de estágio profissional, no prazo de quatro meses após terem terminado o ensino convencional ou de terem ficado desempregados.

De entre as medidas constantes deste pacote, destaca-se a necessidade de haver uma intervenção precoce dos serviços de emprego no apoio aos jovens na transição para o mercado de trabalho, de se estabelecer parcerias sólidas com o mesmo propósito, de se promover um intercâmbio de boas práticas e ainda de se facilitar a transição entre a escola e o mundo do trabalho, sendo para o efeito lançado um processo de consulta sobre a criação de um quadro de qualidade para os estágios (uma das formas mais comuns de se concretizar a formação em contexto de trabalho integrada nos percursos de educação e formação que conduzem a uma qualificação). De igual modo é anunciada uma Aliança Europeia para a Aprendizagem que melhore a qualidade e a oferta dos contratos de aprendizagem disponíveis, através da multiplicação das práticas bem-sucedidas.

Enfoque no ensino profissional
No topo das preocupações está a noção de que é urgente combater o flagelo do desemprego juvenil: mais de 25% em 13 Estados-Membros sendo que em Portugal, esta taxa situa-se acima dos 30%.
Atuar neste domínio implica interligar as políticas de educação, formação, emprego, empreendedorismo e de coesão social, numa perspetiva sustentada a curto, médio e longo prazo. É nesse sentido que se têm procurado posicionar algumas das medidas nacionais anunciadas recentemente como o “Impulso Jovem” e que incide a aposta que o atual executivo delineou para a educação e formação de jovens. No contexto nacional e europeu justifica-se cada vez mais o enfoque que deve ser dado aos cursos profissionais e ao facto de os mesmos proporcionarem uma dupla certificação (escolar e profissional) com fortes ligações ao mercado de trabalho. Esta será, por certo, uma via de projeção para um futuro mais promissor. Dar a conhecer aos jovens o que é o mercado de trabalho e como funciona e pô-los em contacto efetivo com esta realidade é uma das primeiras portas que se pode abrir para a sua transição da escola para este novo mundo.
 
Gonçalo Xufre Silva
Presidente do Conselho Diretivo da ANQEP


Da profissão ao curso

Miguel Rosado, aluno do curso profissional de técnico de restauração, variante restaurante-bar, da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa, tem 22 anos e é um jovem bastante decidido. Depois de ter experimentado a profissão, pondo a “mão na massa”, procurou fazer formação nessa mesma área, por gosto e ambição de ir mais além.

ANQEP: O que faz um técnico de restaurante-bar?
Miguel Rosado:
Um técnico de restaurante-bar tenta transmitir, perceber e entender o que é que um cliente quer quando vai ao restaurante: perceber se tem intolerância em relação a alguma comida, tentar aconselhar o prato favorito da pessoa (se estiver no nosso cardápio), uma bebida, um vinho ou um sumo, que faça uma boa harmonia com o prato escolhido. 
O nosso curso consiste nisso mesmo.

ANQEP: E em termos de disciplinas? Tem uma componente forte de línguas, e depois tem outras áreas?
MR:
Temos também as áreas específicas como, por exemplo, tecnologia alimentar (que se debruça sobre a microbiologia alimentar) e gestão e controlo de stocks (tudo aquilo que é feito em backoffice).

ANQEP: Também têm de saber o que é que está em stock ou que falta?
MR:
Claro, tem de haver uma gestão, dentro do restaurante, dos produtos que temos para não haver falta ou excesso, para não se deitar coisas fora. E portanto é-nos transmitido todos esses conhecimentos para que um dia possamos abrir o nosso próprio estabelecimento e tenhamos capacidade suficiente para geri-lo.

ANQEP: E têm formação em atendimento ao público?
RM:
Sim, focada na simpatia e no saber estar.

ANQEP: Também aprendem técnicas de servir?
RM:
Sim. As regras são servir sempre pela direita e recolher o prato também pela direita, tentar incomodar o menos possível, saber compor uma mesa. Temos vários tipos de serviços: à americana, que é o mais conhecido e praticado em todos os restaurantes, no qual a comida já vem empratada da cozinha e é só servi-la ao cliente; à inglesa direto, em que a comida vem numa travessa e é o empregado de mesa que serve para o prato, com a bandeja na mão; e à inglesa indireto, em que a comida vem da cozinha numa travessa e vai para o carro de serviço e é aí que é empratada.

ANQEP: E quando preparam refeições nos carrinhos?
MR:
Chama-se confeção de sala. Esse é um dos módulos de final de curso, o momento em que me encontro atualmente. Mas raros são os restaurantes que continuam com essa prática, porque é muito dispendiosa. Num carro de serviço leva-se um fogão a gaz e uma sauté, que é a frigideira, e portanto pode preparar-se uns bifes à marrare, fazer camarões salteados, fazer a fruta flamejada ou crepes Suzette. Portanto, tudo isso é-nos ensinado para que um dia possamos ir para um restaurante mais conceituado que utilize esse tipo de técnicas.
Mas, atualmente está a perder-se um bocado a mística que havia antigamente, a tal confeção de sala que se usava e que hoje em dia já não se pratica ? e é tão bonito fazer uma confeção de sala! A confeção de sala tem o problema de que é preciso pessoal qualificado. Toda a gente sabe transportar um prato, mas nem toda a gente sabe fazer a confeção de sala.

ANQEP: E um técnico de restaurante/bar tem de provar a toda comida para saber falar dos pratos?
MR:
Se surgir um prato novo no menu do restaurante ou do hotel, sim, como é óbvio. Temos de pedir ao chef de cozinha para nos dar um bocado a provar para sabermos o que é que leva. Temos de saber se leva açafrão, se é muito salgado, se é mais ácido ou menos ácido.

ANQEP: E em termos de bebidas? Também têm de provar?
MR:
No nosso curso não temos essa vertente. A nível pessoal, eu quero enveredar por essa área. Quero tirar uma licenciatura em enologia.

ANQEP: E o que é que o levou a escolher este curso?
MR:
Eu estava num curso regular, no 12.º ano, na área das ciências e tecnologias. Entretanto não me dei lá muito bem, principalmente com a matemática. Desisti e fui trabalhar. Com 17 anos, quando deixei o 12.º ano, foi na área da restauração que se abriram as portas. Estive três anos a trabalhar em restaurantes e todos os chefs por onde passei transmitiram-me muitos valores nesta área e comecei a gostar. Nunca tinha aprendido nada, apenas tinha trabalhado. Aprender, estou a aprender agora.

ANQEP: Mas trabalhou em restaurantes ou em restaurantes de hotéis?
MR:
Apenas em restaurantes normais. Por norma, os hotéis têm pessoal deles. Não são tão recetivos a pessoas de fora, muito menos sem formação. Portanto, comecei por restaurantes simples e entretanto fui subindo. Cheguei a trabalhar no restaurante do Estádio da Luz.
Depois de começar a trabalhar na restauração e de ganhar gosto por esta profissão é que procurei uma escola que me desse a possibilidade de terminar o 12.º ano dentro desta área.

ANQEP: Como já tem experiência profissional nesta área, nota algumas diferenças entre aquilo que fazia e o que, na verdade, deve ser feito?
MR:
Sim, claro que noto uma grande diferença. Diziam-me assim: “tens de servir pela direita”, e eu servia pela direita. Agora estou a aprender porque é que se serve pela direita. Tudo isso é importante: saber o porquê das coisas, saber o motivo dos talheres serem postos desta forma, dos copos de outra forma (o copo mais alto mais longe, o copo pequenino mais perto das pessoas). Se o copo maior estivesse à frente, quando fossemos buscar o copo mais pequeno, teríamos de nos debruçar e poderíamos ter o azar de o copo grande cair.

ANQEP: Já fez algum estágio? Como é que foi?
MR:
Nós temos dois estágios integrados no nosso curso de mês e meio cada. Por norma os estágios são em restaurantes ou em restaurantes de hotéis.
Eu já fiz um mas não correu da melhor forma. Fui para um hotel que não estava em bom estado. Em termos internos havia muita disputa e eu fui posto no meio e acabei por levar por tabela. O estagiário é sempre visto como o ajudante, o “faz isto, faz aquilo”. Para o ano vou fazer o segundo estágio.

ANQEP: E a prova de aptidão profissional?
MR:
É como se fosse a nossa tese. Já entreguei um pré-projeto que consiste na criação de dois volumes de livros técnicos, a realizar por um grupo de cinco alunos (três alunos de restaurante/bar e dois alunos de cozinha/ pastelaria): um livro técnico de vinhos (que é a meu gosto) e um livro técnico de azeites (que será feito pelos meus colegas de cozinha).

ANQEP: É um livro do levantamento de vinhos nacionais?
MR:
Não, é mesmo um livro técnico. Vamos abordar algumas regiões portuguesas, francesas, italianas, chilenas e australianas. O nosso intuito é explicar como é que é feito aquele produto, como é que ele nasce, como é que se planta a videira, que processos têm de se fazer durante o ano inteiro, tais como a poda.
Uma das grandes influências no produto final, que é o vinho, é o clima. Há regiões onde não se produz vinho simplesmente porque aquela região não dá para produzir vinhos. (Não pode haver muita chuva, não pode haver muito sol, porque se não seca e amadurece rapidamente).

ANQEP: Como é que a família vê o facto de estar a tirar este curso, uma vez que já esteve quase a concluir o 12.º ano e depois foi trabalhar?
MR:
Ter deixado de estudar custou muito à minha família. Eu até à data tinha sido um exemplo, tinha chegado ao 12.º ano, tinha boas notas, era um aluno exemplar. Entretanto comecei a trabalhar, eles acabaram por se habituar à ideia e quando regressei aos estudos foi uma alegria. É sempre bom regressar aos estudos e terminar o curso.
Chegando a esta etapa e querer continuar a estudar ainda mais orgulho lhes dou.

ANQEP: Ao longo do curso há algum episódio engraçado que tenha passado, alguma visita de estudo, algum trabalho que ache que tenha sido particularmente interessante?
MR:
Gostei muito de uma visita de estudo que fizemos ao Porto. Ficámos lá três dias. Fomos com o nosso professor da disciplina de restaurante e visitamos as adegas do vinho do Porto e um pouco da cidade de Vila Nova de Gaia.

ANQEP: Recomendaria o curso a alguém?
MR:
Se a pessoa gostar mesmo da área, recomendo. Tem de gostar de estar em contacto com o público. Quanto ao jeito eu acho que se aprende. Há muita gente no meu curso que entrou para lá sem saber o básico, sem jeito para agarrar numa bandeja e sai de lá a saber.

ANQEP: Depois de terminar o curso profissional qual é a sua prioridade?
MR:
Primeiro quero tirar uns cursos de francês. Depois, estou a pensar ir para a França trabalhar na minha área, num restaurante ou num hotel e amealhar algum dinheiro para prosseguir os estudos lá.

Working and ageing: The benefits of investing in an ageing workforce

Embora os empregadores identifiquem a tendência para uma força de trabalho envelhecida, estes não são ainda capazes de antecipar os seus impactos negativos, conforme contatam os autores da publicação Working and ageing: The benefits of investing in an ageing workforce, da responsabilidade da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).
Assim, importa perceber como pode o investimento numa força de trabalho envelhecida ser incentivado?
De acordo com os autores deste estudo, esse investimento pode passar pela promoção da aprendizagem ao longo da vida ou pela implementação de idades sensíveis em função dos projetos, defendendo a vantagem de uma aprendizagem intergeracional.
No decorrer da investigação os autores apontam o que consideram ser necessário para que os programas de aprendizagens intergeracionais sejam efetivamente implementados, considerando três níveis (pessoal, de grupo e coletivo). Em todos, podem ser trabalhadas as aprendizagens intergeracionais, promovendo o investimento numa força de trabalho mais envelhecida.

Learning and innovation in enterprises

Que ligações existem entre a organização do trabalho, os locais de trabalho, a formação e a inovação? Como se transforma os locais de trabalho em ambientes de aprendizagem e inovação? E até que ponto estão as empresas europeias preparadas para aceder a programas que combinam a inovação e o desenvolvimento de competências? É em torno destas questões que se desenvolve o estudo, intitulado “Learning and innovation in enterprises”, publicado recentemente pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP).
Tomando por cenário a realidade dos 27 países europeus e da Noruega, este estudo concentra-se em especial nos impactos que resultam da ligação entre os modos de organização do trabalho assentes na aprendizagem e a inovação.
Numa análise global, os autores do estudo verificam existir uma tendência para a desvalorização da formação vocacional contínua enquanto pré-requisito para a capacidade inovadora e para o desempenho a este nível, levando-os a agrupar os países analisados em cinco clusters. No primeiro situam os países que apresentam melhores resultados em três dimensões (formas de trabalho fortemente baseadas na aprendizagem, elevada prevalência de aprendizagem e desempenho inovador elevado). No último identificam os países com baixos resultados nestas mesmas dimensões. Portugal é situado no quarto cluster (intitulado “moderate 2” –  baixa aprendizagem, inovação moderada), ao lado de países como Chipre, República Checa, França, Grécia, Irlanda, Itália, Espanha, Eslovênia e Reino Unido.
Com respeito aos impactos resultantes dos programas conducentes à inovação, são igualmente identificados cinco clusters. Neste aspeto Portugal ocupa a 2.ª posição, situando-se no cluster dos países que centram os programas no desenvolvimento do capital estrutural.

OECD Reviews of evaluation and assessment in education: Portugal

O relatório “Reviews of evaluation and assessment in education: Portugal” é uma publicação da OCDE que se integra num projeto mais vasto desta organização centrado na temática da avaliação em educação.
O objetivo deste projeto consiste em explorar de que forma os sistemas de avaliação podem ser utilizados para a melhoria da qualidade, para a equidade e eficiência da educação.
Neste sentido, tem em conta várias componentes, tais como a avaliação dos alunos, dos docentes, das escolas e dos próprios sistemas de educação.
Ao aceitar participar neste projeto, Portugal acolheu uma equipa externa de peritos internacionais que, entre fevereiro e março de 2011, visitou vários estabelecimentos de ensino. Estas visitas foram ainda complementadas com momentos de discussão que envolveram um conjunto alargado de entidades locais e nacionais, com envolvimento na dimensão educativa.
A publicação que agora é apresentada corresponde ao relatório que essa equipa elaborou, contando com o apoio de entidades externas, nomeadamente com o ex-Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação, e a cocoordenação de Natércio Afonso, docente da Universidade de Lisboa.
Ao longo das suas páginas, o relatório fornece uma perspetiva internacional dos principais aspetos da avaliação da educação em Portugal, na qual são incluídas diversas recomendações que os autores consideram necessário ter em atenção em futuras reformas educativas.

“O que dizem as gerações”

Valorizar a partilha e a troca de saberes e de experiências intergeracionais é um dos objetivos da Agenda Europeia para a Educação de Adultos  em Portugal, coordenada pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP).
Neste contexto, a ANQEP lança o desafio aos mais jovens de porem à prova a capacidade de interação com os mais velhos através da realização de uma entrevista escrita, em áudio ou em vídeo a uma pessoa sénior, não tendo de ser obrigatoriamente um familiar.
As perguntas deverão ter por base as aprendizagens realizadas ao longo da vida, sobre a escola de então e sobre os professores e métodos de ensino que conheceram em criança, apurando ainda de que modo as brincadeiras que tinham os levaram a aprender e como a vida profissional foi determinante para o que sabem hoje.
A entrevista e eventuais fotos que sejam enviadas poderão vir a ser publicadas na página www.agenda.anqep.gov.pt. Para o efeito, deverão ser enviados para redessociais@anqep.gov.pt com os nomes e idades dos intervenientes, da escola, e com a identificação do curso e do ano de escolaridade que o jovem entrevistador frequenta.

“Eu sei fazer…”

O novo site para a Agenda Europeia para a Educação de Adultos em Portugal, www.agenda.anqep.gov.pt, apresenta as principais linhas de atuação de Portugal neste domínio até 2014, abrindo também espaço para a partilha de saberes e testemunhos numa perspetiva intergeracional.
A rubrica “Eu sei fazer?”, na área “Projetos”, pretende incentivar a partilha de saberes e de experiências entre gerações. É sabido que os mais novos aprendem com os mais velhos, mas também estes aprendem com os mais novos, nomeadamente nos domínios que envolvem as novas tecnologias de informação e comunicação e o relacionamento em rede.
Assim, a ANQEP convida os mais velhos e os mais novos a partilharem estes saberes e competências, mediante o envio de textos, de apresentações e de vídeos, para o seguinte endereço: redessociais@anqep.gov.pt. Os conteúdos enviados devem conter “dicas” claras que ajudem a transmitir e a disseminar esses saberes/competências.
Conjuntamente com os conteúdos enviados, deverá ser comunicado o nome do autor e referido o contexto em que as competências/saberes partilhados foram adquiridos.

O panorama europeu das competências de hoje e de amanhã

Procurando dar resposta a uma das inquietações mais prementes nos domínios da educação/formação e à sua ligação com o emprego, a Comissão Europeia lançou recentemente a primeira edição online do “EU Skills Panorama”.

Como a própria designação indica, este site, disponível em http://euskillspanorama.ec.europa.eu, pretende ser um repositório da mais recente e relevante informação, considerando o curto e o médio prazo, no que diz respeito às qualificações e à sua adequação, atendendo aos aspetos da procura e da oferta no espaço europeu.

Tendo por base estudos analíticos e prospetivos realizados, quer a nível europeu, quer pelos Estados-Membros, o site tem a vantagem, de uma forma simples e atrativa, de nos identificar as tendências passadas, recentes, correntes e futuras em matéria de competências e de nos assinalar as áreas em que parecem existir desequilíbrios entre os eixos da procura e da oferta.

Conhecer para antecipar
As análises aí disponíveis permitem-nos recolher informação por área ocupacional, por setor de atividade, por país e até por competência. Neste último caso, os estudos retratam as evoluções verificadas nos últimos anos nos diferentes níveis educativo e formativo, atendendo a diversas problemáticas. Destaca-se, por exemplo, a evolução da participação dos adultos em atividades de educação e formação, as mudanças sentidas no abandono escolar ou na frequência do ensino superior.

Em itens apropriados para o efeito, são apresentados os instrumentos e os métodos utilizados na compreensão da informação disponibilizada e as fontes de maior importância.

Um glossário dá-nos ainda conta dos conceitos subjacentes e empregues nos diferentes estudos.

Os destaques analíticos vão, neste momento, para as principais tendências em literacia e numeracia, as competências requeridas aos profissionais de enfermagem e obstetrícia e em vigor no setor das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

Este instrumento, a desenvolver e a aperfeiçoar à medida que mais informação for sendo produzida, tem como intuito ajudar a melhorar a capacidade de avaliação das competências, procurando antecipar a sua necessidade em termos futuros, o que se revela extremamente útil no desenho das qualificações que preparam os jovens e os adultos para os desafios de amanhã.

Metade da população portuguesa em atividades de aprendizagem em 2011
Cerca de metade (45,9 por cento) da população portuguesa, com idades compreendidas entre 18 e 69 anos, participou em alguma atividade de aprendizagem ao longo da vida (educação formal ou educação não formal – atividade organizada de formação, profissional ou outra, mas que não equivale a um  …
Editorial do Ministério da Educação e Ciência apoia escolas na produção editorial
A Editorial do Ministério da Educação e Ciência disponibiliza agora um serviço de edição e impressão de publicações dirigido a todas as escolas do país que produzam jornais escolares, newsletters ou boletins informativos.Utilizando os conteúdos que sejam fornecidos pelos estabelecimentos de  …
Perspetivas em torno da educação dual
Os ministros europeus com responsabilidades nas áreas da educação e formação profissional reuniram-se nos dias 10 e 11 de dezembro, em Berlim, para debaterem novas formas de cooperação nesta área. Sob o mote “Dual education, better prospects?”, estes dirigentes debruçaram-se sobre os modelos  …
A Aldeia da Aprendizagem ao Longo da Vida
 A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) participou entre os dias 5 e 9 de dezembro, na Feira Internacional de Lisboa, no evento “Portugal Maior – Encontro Internacional para o Envelhecimento Ativo”, recriando uma Aldeia da Aprendizagem ao Longo da Vida.  …
Dois dedos de conversa na Póvoa de Varzim
Contribuir para melhorar os níveis de literacia da população adulta da Póvoa de Varzim é um dos objetivos do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Rocha Peixoto que, em parceria com a Biblioteca Escolar e com o município de Póvoa de Varzim, implementou a iniciativa “Ler+ mar”, dando  …
Seminário “Qualificar para a Inclusão”
Apresentar os objetivos e domínios prioritários da Agenda Europeia para a Educação de Adultos (2012-2014), divulgar o projeto de implementação desta Agenda em Portugal, partilhar boas práticas de inclusão social e promover o intercâmbio de saberes e experiências intergeracionais, no âmbito das  …
E depois do ensino secundário?
O que os alunos pretendem fazer depois de terminarem o ensino secundário? A resposta a esta pergunta surge na edição de dezembro do boletim mensal da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), “PISA in Focus”, tendo por base os estudos realizados por esta organização, no  …
Envelhecimento ativo e solidariedade entre gerações
A coordenação dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos da Torre, da Madeira, apresentou, no dia 5 de dezembro, na Casa da Cultura de Câmara de Lobos, um evento subordinado ao Ano Europeu em que se assinala o “Envelhecimento Ativo e a Solidariedade  …
InShadow conta com alunos da Escola Técnica Profissional da Moita
Os alunos do Curso Profissional Técnico de Restauração da Escola Tecnica Profissional da Moita (ETPM)  foram convidados a assegurar, no dia 3 de dezembro, os serviços de catering do  ?InShadow – Festival Internacional de Vídeo, Performance e Tecnologias?.  Neste dia, o festival  …
Protocolo EPIS e IEFP
A associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) assinaram, no dia 28 de novembro, na sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, um protocolo por três anos com vista à promoção dos cursos de aprendizagem dual junto das empresas  …
10.º aniversário do “Processo de Copenhaga”
O 10.º aniversário do “Processo de Copenhaga” foi comemorado, no dia 26 novembro, durante um almoço à margem da reunião do Conselho de Educação, onde estiveram presentes os Ministros da Educação dos Estados-Membros da União Europeia (UE).Lançado em 2002, o “Processo de Copenhaga” tem como  …
Um feliz ano novo

A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) aproveita esta quadra para expressar a todos os leitores desta publicação um feliz ano novo. Procuraremos fazer de 2013 um ano de referência nos domínios da educação e formação de jovens e de adultos, num contexto de uma verdadeira e renovada aprendizagem ao longo da vida.

Olimpíadas Nacionais de Filosofia

As escolas interessadas em inscrever alunos para as Olimpíadas Nacionais de Filosofia deverão inscrever-se até 11 de janeiro.
Esta iniciativa, da responsabilidade da Associação para a Promoção da Filosofia (PROSOFOS) com o apoio da Direção-Geral da Educação, desenvolve-se em duas fases. Na primeira será feita a seleção interna dos alunos (a realizar pelas escolas), assim como as inscrições das escolas, alunos e professores. Na segunda, agendada para os dias 5 e 6 de abril, os inscritos participarão na competição que terá lugar na Escola Secundária Dr. Ginestal Machado.
Os vencedores desta fase deverão representar Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Filosofia, a realizar em Odense, Dinamarca, de 16 a 19 de maio.
Para mais informações e consulta do regulamento aceda a:
https://sites.google.com/site/prosofos/.

Quer receber a Física na sua escola?

Quatro réplicas da exposição “A Física no dia-a-dia” vão percorrer as escolas do país, a partir de janeiro, em regime de itinerância.
As escolas podem candidatar-se a acolher uma daquelas exposições durante duas semanas.
O objetivo da itinerância é possibilitar a visita à exposição de um maior número de alunos, cobrindo grande parte do país, em especial as regiões com menor oferta científica.
A “Física no dia-a-dia” é uma exposição produzida pelo Pavilhão do Conhecimento, baseada na obra “A Física no dia-a-dia”, de Rómulo de Carvalho.
A exposição recria uma casa – quarto, sala, escritório, cozinha e jardim -, através da qual se explicam vários princípios básicos da Física Clássica. As atividades oferecidas utilizam materiais simples, como clipes, pregos, espelhos, relógios, chaleiras e balanças de cozinha.
Está prevista a itinerância da exposição em 28 escolas de Portugal continental até maio.
As escolas interessadas podem candidatar-se através do e-mail: fisicanodiaadia@mundonaescola.pt.

       
Av. 24 de julho, nº 138    1399-026 Lisboa – Tel: 213 943 700 – Fax: 213 943 799 – E-mail: anqep@anqep.gov.pt Ficha Técnica
Se tem dificuldade em visualizar a newsletter, clique aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.