Fumar mata.

Está redundantemente comprovado que o fumo do tabaco prejudica não apenas o fumador, mas também o fumador passivo, incluindo bebés, crianças e embriões humanos.

Está redundantemente comprovado que os fumadores passivos podem, nos respectivos locais de trabalho, contrair doenças pulmonares relacionadas com o consumo de tabaco, embora não sejam fumadores.

Curiosamente, grande parte dos fumadores queixa-se dos maus cheiros que o hábito lhes deixa nas roupas e no cabelo; e revelam que têm muito cuidado com a existência de não  fumadores por perto.

Não é isso que observo. Por todo o lado assisto  a indivíduos que fumam à frente dos filhos; mulheres grávidas que fumam como chaminés; e por mais de uma vez precisei de perguntar ao confrade do lado se a minha comida incomodaria o seu cigarro, em plena zona de não fumadores (quando as há) dos restaurantes.

Curiosamente, segundo dados do fórum TSF de 31 de Janeiro, o grande problemas está no local de trabalho: a concentração de produtos cancerígenos oriundos do tabaco em escritórios, restaurantes e sobretudo discotecas é tão elevada que, no último caso, a probabilidade de um funcionário contrair uma doença relacionada com o consumo passivo de tabaco é 160 vezes superior à de qulquer outra pessoa.

Entretanto, a Europa vai dando o exemplo, com vários países a assumir uma posição anti-tabágica que muitos considerariam radical. Cá, fumar em transportes públicos é proibido, embora a comissão que aplica as coimas não funcione há quase um ano. Reina a hipocrisia: os impostos sobre o tabaco não cessam de aumentar, contribuindo para o reequilíbrio das contas públicas; há meses que o Decreto-Lei sobre o  tabaco aguarda discussão e aprovação em Conselho de Ministros; e entretanto, milhares de portugueses vão contraindo doenças que são perfeitamente evitáveis.

Do que estaremos à espera para, de uma vez por todas, proibir o fumo em locais públicos?

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