Mundo cruel (I)

Em 1960, os 20% mais ricos da população mundial dispunham de um rendimento trinta vezes superior ao rendimento dos 20%  mais pobres. Já era escandaloso. Mas, em vez de melhorar, a situação agravou-se ainda mais. Hoje, o rendimento dos mais ricos, comparado com o dos mais pobres é, não trinta, mas oitenta e duas vezes mais elevado! Dos seis mil milhões de habitantes do planeta, só quinhentos milhões vivem no desafogo, enquanto que 5,5 mil milhões continuam na pobreza.

(…)

Entre os habitantes de um país tão rico como os Estados Unidos, existem 32 milhões de pessoas cuja esperança média de vida é inferior a sessenta anos, quarenta milhões sem assistência médica, 45 milhões que vivem abaixo do limiar da pobreza, e 52 milhões de analfabetos funcionais… Da mesma forma, na opulenta União Europeia, na altura do nascimento do euro, existem cinquenta milhões de pobres e dezoito milhões de desempregados…

Ignacio Ramonet, “Guerras do Século XXI“, Campo das Letras

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