Métodos de estudo para aumentar o rendimento escolar do seu filho

Fonte:https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/metodos-de-estudo-para-aumentar-o-rendimento-escolar-do-seu-filho-420719

 

O método que o seu filho usa para estudar influencia diretamente os resultados que obtém.

 

O método que o seu filho usa para estudar influencia diretamente os resultados que obtém, neste sentido parece-nos que a implementação de métodos de estudo e estratégias que permitam ao seu filho rentabilizar o seu desempenho escolar, e tirar o máximo partido dos contéudos que irá aprender desde cedo serão uma mais valia para o seu percurso escolar.

Esta questão assume especial importância na passagem para o 2º ciclo, durante a qual criança terá de adaptar-se a várias mudanças no seu quotidiano escolar. O maior número de disciplinas e um professor diferente em cada uma delas são, talvez, as mais notórias. Somam-se a isso horários mais longos e diversificados, assim como conteúdos escolares que vão ficando cada vez mais complexos. A criança precisará de desenvolver as suas aptidões organizacionais para aprender a gerir eficazmente as suas próprias tarefas.

Algumas crianças aprendem a organizar o seu estudo de forma natural e por si mesmas, mas muitas outras crianças precisam de apoio nesta fase inicial do 2º ciclo, para aprenderem a estudar com eficácia. Tal apoio fará toda a diferença no sucesso da criança – não só académico mas também social -, tanto na transição para o 2º ciclo, como ao longo de todo o seu percurso académico. Quanto mais cedo a criança aprender determinadas técnicas e métodos de planificação do estudo, mais eficaz e rapidamente elas se tornarão hábitos integrantes da sua rotina estudantil. Esta apredizagem pode ser assegurada pelos próprios pais, ou recorrendo a técnicos psicopedagogos especializados.

MÉTODOS DE ESTUDO: PRINCIPAIS ASPECTOS A DESENVOLVER

– Planificação do estudo: construção de um plano de tarefas de estudo para ir realizando ao longo de vários dias, seleccionando tarefas específicas para cada dia, consoante o objectivo;

– Organização do tempo e do espaço: otimização do horário dedicado ao estudo e às atividades extracurriculares, e do próprio espaço físico (por exemplo, arrumar os brinquedos antes de começar a estudar);

– Recolha de informação: estratégias e instrumentos para aprender a recolher informação a partir de um texto, das aulas ou de uma exposição audio-visual;

– Memorização da informação: estratégias e técnicas de memorização de informação que otimizem as aptidões mnésicas;

– Exposição da informação: estratégias e instrumentos de exposição da informação através da elaboração de respostas e da redacção de textos;

– Adaptação das estratégias a cada disciplina/tarefa escolar: uso de estratégias de estudo específicas e diferenciadas para cada disciplina e para cada tarefa;

– Adaptação das estratégias ao perfil cognitivo: uso de estratégias de estudo adaptadas às áreas fortes e às áreas fracas do perfil cognitivo da criança;

– Técnicas comportamentais de persistência e de resistência à frustração: técnicas que ajudam a criança a manter a sua atenção, dando a continuidade que é necessária à concretização de tarefas de estudo de maior duração.

COMO FAZER PARA AJUDAR O SEU FILHO? EIS ALGUMAS RECOMENDAÇÕES:

Agendamento do estudo

Para facilitar a planificação do estudo, é importante disponibilizar à criança um calendário onde ela possa agendar os seus testes e tarefas escolares. Este calendário deve ser pendurado na parede do seu quarto ou em outro local, desde que acessível e bem visível. A visualização do agendamento do estudo é fundamental para ajudar a criança a ganhar uma maior perspectiva organizacional do seu tempo e do seu espaço.

Para cada teste, a criança deverá agendar um determinado número de dias de estudo no calendário, estudando apenas uma disciplina por dia durante os dias da semana, e até duas disciplinas durante os fins-de-semana. O primeiro dia de estudo para uma determinada disciplina não deverá anteceder o dia do teste mais de uma semana, e o último dia de estudo deverá corresponder à véspera do teste. Costumam ser recomendados três dias de estudo para cada avaliação como orientação de base, mas este número pode variar substancialmente consoante a disciplina e/ou as tarefas escolares, ou até consoante o perfil cognitivo da criança.

Planificação do estudo

Esta planificação não é mais do que uma lista de tarefas concretas e verificáveis que a criança deverá elaborar para cada teste e/ou tarefa de maior duração. Cada item deve conter apenas uma tarefa, sendo que estas devem ser distribuídas pelos dias agendados no calendário. Ao referir-se a cada item, a criança deverá utilizar usar um dos seguintes verbos operatórios: sublinhar, exercitar, memorizar, copiar ou escrever.

 

Jovens portugueses têm comportamentos de risco online

Fonte: https://rr.sapo.pt/noticia/142147/jovens-portugueses-tem-comportamentos-de-risco-online?fbclid=IwAR3s-stp8Tm8VT4-nK66mB11aVSegu6ydYWoe39pnu7JfefVMWnXrHozHGE

 

23 fev, 2019 – 10:23 • Redação

Automutilação, suicídio e violência contra pessoas ou animais são alguns dos conteúdos pesquisados pelos jovens portugueses. Especialista diz que os pais não devem entrar em pânico, mas aproveitar para ter uma conversa com os seus filhos.

Jovens pesquisam assuntos de risco na internet. Foto: Caspar Rubin/Unsplash
Jovens pesquisam assuntos de risco na internet. Foto: Caspar Rubin/Unsplash

Mais de metade dos adolescentes portugueses fala na Internet com pessoas que não conhece e 44% chega mesmo a encontrar-se com elas.

São dados revelados no estudo europeu “Kids On Line”, que em Portugal teve a colaboração da Universidade Nova.

De acordo com esse estudo, são cada vez mais os jovens que visitam sites com conteúdos perigosos, 46% dos que têm entre os 9 e os 17 anos admitiram ter visto no último ano imagens de violência contra as pessoas e animais.

Uma percentagem semelhante pesquisou sites sobre automutilação e 43% confrontaram-se com mensagens de ódio baseadas na raça, na religião ou nacionalidade.

Um em cada três pré-adolescentes e adolescentes viram pessoas a falar de experiências com droga e 29% acedeu a páginas que explicavam como cometer o suicídio.

São dados que devem merecer uma reflexão e servir de tema a muitas conversas em casa, mas, segundo o especialista em internet segura Tito Morais, os pais não devem entrara em pânico porque os jovens acedem a conteúdos perigosos com diferentes motivações.

“O facto de uma criança procurar sobre suicídio e automutilação não significa que se queira suicidar ou automutilar, quer dizer que quer saber sobre esse assunto. Pode querer saber sobre as motivações, o que leva os colegas a automutilar-se.”

Pedro Tito de Morais aconselha vigilância, mas também calma, aos pais. “O papel do pai não é entrar em pânico porque o filho fez uma pesquisa sobre suicídio, é saber porquê.”

“Acho que isso deve funcionar como ponto de partida para uma conversa familiar entre pais e filhos, para falarem sobre o assunto”, conclui.

 

 

A Internet sabe quem somos. E nós sabemos que ela sabe

Grandes e pequenas empresas usam dados pessoais para personalizar serviços, vender produtos e até antecipar necessidades. Os utilizadores têm mostrado preocupação, mas nem todos se protegem.

Foto
REUTERS/PAWEL KOPCZYNSKI

“Sim, se precisares de informação sobre alguém de Harvard… é só pedires. Tenho mais de quatro mil emails, fotografias, moradas, números de segurança social (…) As pessoas simplesmente submeteram isto. Não sei porquê. Elas ‘confiam em mim’. Idiotas do caraças.” Era com estas palavras cruas que, em 2004, pouco após o arranque do Facebook, Mark Zuckerberg prometia a um amigo acesso a dados dos utilizadores.

A conversa – que decorreu num serviço de mensagens online e chegou à imprensa anos mais tarde – aconteceu numa altura em que a rede social era ainda um serviço restrito aos estudantes da Universidade de Harvard e não um gigante que ajudou a transformar o entendimento de boa parte do mundo sobre o que são as fronteiras da privacidade e o que é seguro depositar nos servidores de multinacionais.

Vários anos após aquelas mensagens, um Zuckerberg já multimilionário e presidente de uma plataforma global trocou emails com directores da empresa sobre como os dados pessoais podiam ser rentabilizados. As mensagens, enviadas entre 2012 e 2015, vieram a público no ano passado, na sequência de uma investigação do Parlamento britânico. Mostram como o Facebook discutia a possibilidade de ceder mais informação às empresas que pagassem por isso. “Queremos que as pessoas possam partilhar tudo aquilo que querem, e que o façam no Facebook”, escreveu Zuckerberg. “E, no futuro, acho que devíamos desenvolver um serviço premium para coisas como personalização instantânea.”

Nas últimas duas décadas, vários serviços online trouxeram novas formas de comunicação e de exposição em público das vidas de cada utilizador, e construíram negócios assentes na torrente de informação que, muitas vezes, é lá colocada voluntariamente pelas próprias pessoas. Todos os gigantes tecnológicos, bem como muitas empresas mais pequenas, usam dados para direccionar publicidade, para personalizar serviços, sugerir produtos, encontrar novos clientes, melhorar o desempenho de vendas, antecipar necessidades e perceber qual o próximo projecto em que devem trabalhar.

Introduzir no Google a palavra “pizza” é uma experiência diferente em Lisboa ou no Dubai, num computador ou num telemóvel, e consoante aquilo que se tenha pesquisado antes. Procure-se o preço de uma viagem para Paris e é fácil ser-se perseguido online por uma miríade de anúncios a carros de aluguer e hotéis, vindos de plataformas como o Booking e o Airbnb. Faça-se uma compra na Amazon e os algoritmos da empresa tentam perceber o que provavelmente vamos querer a seguir – mesmo que ainda não o saibamos. No Netflix, ainda nem os créditos do último episódio chegaram ao fim e já aparece a sugestão da próxima série, com base no que foi visto antes. No site do PÚBLICO, um sistema de recomendações também analisa os artigos lidos pelos utilizadores para sugerir outros potencialmente relevantes.

uma realidade que não tem sido ignorada pelos utilizadores. “As preocupações com a privacidade dos dados pessoais estiveram, desde sempre, no topo das barreiras à utilização de plataformas digitais, designadamente no âmbito do comércio electrónico”, observa o académico Nuno Fortes, professor do Instituto Politécnico de Coimbra e autor de uma tese de doutoramento sobre privacidade e consumo online. “Creio que o nível de preocupação tem aumentado nos últimos anos, em paralelo com uma maior consciência dos riscos associados à cedência de dados pessoais”, acrescenta.

Também o Regulamento Geral de Protecção de Dados, uma lei europeia que entrou em vigor no ano passado, “veio dar uma maior visibilidade pública a este tema em Portugal, despertando nos utilizadores (e também nas empresas) um maior interesse e conhecimento”, refere Nuno Fortes.

Múltiplos estudos feitos desde meados da década passada indicam que os utilizadores de Internet têm grandes preocupações de privacidade, embora nem sempre ajam em conformidade. É um fenómeno conhecido como “o paradoxo da privacidade”, cujas causas e efeitos são ainda alvo de debate.

“A percepção de uma realidade e a mudança de comportamentos em função dessa constatação raramente acontece”, nota Tito de Morais, fundador da plataforma Miúdos Seguros na Net, que há anos se dedica a alertar para comportamentos de risco online, especialmente entre menores. “Geralmente é necessário experienciar um incidente para as pessoas se aperceberem de que também pode acontecer com elas e mudarem de comportamento. ‘As chatices só acontecem aos outros’ é uma percepção comum a jovens e a adultos.”

Números da Comissão Europeia indicam uma predisposição para partilhar dados online: num inquérito, três quartos dos utilizadores de Internet consideraram que partilhar informação pessoal na Internet fazia cada vez mais parte da vida moderna.
Por outro lado, seis em cada dez davam-se ao trabalho de mudar as definições de privacidade dos navegadores de Internet (como o Chrome ou o Internet Explorer). Quatro em cada dez evitavam sites específicos por terem medo de que as suas actividades fossem espiadas; um pouco mais de um terço usava software para evitar ver anúncios online; e um quarto recorria a ferramentas para que a sua actividade online não fosse monitorizada. Em Portugal, os números eram um pouco superiores, indicando uma preocupação maior.

Apesar dos cuidados, apenas 15% dos utilizadores na União disseram sentir que tinham controlo completo sobre os seus dados. Metade considerou ter controlo parcial e praticamente um terço disse não ter qualquer controlo. Os dados foram recolhidos entre 2015 e 2016, numa altura em que escândalos como o da consultora Cambridge Analytica ainda não tinham vindo a público.

As empresas, contudo, não se ficam pela análise do comportamento online quando tentam encaixar cada pessoa num perfil de idade, género, preferências, interesses, nível de rendimentos e localização.

Graças sobretudo à conectividade constante do telemóvel, muitas também tentam recolher informação sobre o que cada pessoa faz fora da Internet. E esta informação pode ser analisada para revelar a vida de indivíduos concretos. Foi o que aconteceu numa investigação do jornal The New York Times, que usou dados recolhidos por aplicações móveis para identificar pessoas e reconstruir com precisão os seus percursos do dia-a-dia. Num dos casos (em que os dados foram analisados com autorização), o jornal foi capaz de perceber as horas a que uma mulher saiu de casa para ir para a escola onde dava aulas, quanto tempo demorou numa consulta de dermatologia e descobriu que tinha passado algumas horas em casa do ex-namorado.

“Apesar de os consumidores terem uma cada vez maior informação e sensibilidade sobre a forma de utilização dos seus dados pessoais pelas empresas, não me parece que tal se traduza num conhecimento adequado, nem na adopção de práticas de protecção da privacidade efectivas”, observa Nuno Fortes. “Por outro lado, as empresas têm vindo a fazer evoluir, a um ritmo acelerado, as suas estratégias e acções de marketing ancoradas no cada vez maior volume de dados que têm ao seu dispor, o que torna muito difícil construir uma percepção alargada e actualizada, por parte dos consumidores, sobre a forma como os seus dados pessoais são usados.”

7 Ferramentas Para Apanhar Os Plagiadores

Fonte: https://www.educatech.pt/2019/02/28/7-ferramentas-para-detetar-plagio/?

 O Que É Plágio?

Definição retirada do dicionário online da Priberam

Curioso verificar que a palavra tem origem latina (quem diria) e que está associada ao roubo de escravos. Provavelmente, tal como eu, não tinhas essa noção.

Ao fim e ao cabo, para o que nos interessa nas escolas, o plágio é a cópia de obras ou pensamentos de outros apresentados como originais por quem apresenta o trabalho.

É um problema simples que se resolve com a indicação dos autores?

Sim e Não. Depende dos objetivos do trabalho e de como é feita essa referência. Se é real e total, ou se é parcial. Ou até, como acontece em alguns casos, se se fazem algumas indicações pouco importantes, “esquecendo” a referência principal.

Photo by Caio Resende from Pexels

Então, Como Está A Funcionar Nas Escolas?

O plágio nas escolas pode existir num simples trabalho de casa. Como? Quando o aluno o apresenta como seu mas que foi feito na íntegra por outra pessoa, nomeadamente por um adulto.

Quando isto acontece no 1º ciclo, está a passar-se uma mensagem (errada): Não importa quem faz o trabalho, importa sim que seja entregue.

Neste caso, o papel da família é fundamental, tal como o do Professor Titular para explicar o que são Direitos de AutorPlágio e tentar desenvolver competências para utilização de referências bibliográficas na realização de determinados trabalhos.

E por aí em diante nos ciclos seguintes nos vários trabalhos que são solicitados.

Se tens algumas dúvidas (professor, aluno ou Encarregado de Educação) sobre como utilizar as referências bibliográficas nos trabalhos de investigação, posso sugerir que fales com o Professor Bibliotecário da tua escola/agrupamento. Certamente ele vai ter um documento orientador e pode dar-te muitas dicas.

Por falar em Dicas, sem aprofundar muito, deixo-te 4 formas simples para diminuir o plágio nos trabalhos que os alunos realizam:

  1. Não valorizar o trabalho totalmente plagiado, sem referências às fontes ou aos autores; Acontece, muitas vezes, que o aluno que plagia tem melhor avaliação do que o aluno que faz um trabalho “com menos qualidade” no conteúdo, mas original. É completamente contraproducente.
  2. Indicar no guião do trabalho as formas para fazer Referências Bibliográficas – Pode ser um resumo ou uma ligação para um documento com as normas. O guião pode conter a indicação de que o aluno será penalizado se não criar a Bibliografia e/ou se utilizar informações de autores que não refere.
  3. Solicitar trabalhos que incidam maioritariamente na opinião, análise, reflexão, apresentação de dados, resumos. Ou seja, não valorizar os conceitos e/ou opiniões de alguns autores, mas sim a opinião do aluno sobre algum/alguns aspetos do tema do trabalho.
  4. Apesar da importância do trabalho escrito, alternar ou complementar esse habitual relatório com uma apresentação oral. Desta forma, o aluno pode ser confrontado com questões que exijam raciocínio lógico, interpretação e associação dos conceitos que apresentou no trabalho.

São apenas 4 sugestões, existem muitas mais, como é óbvio. Seja como for, parece-me que este é um assunto que deve merecer relevância nos Conselhos Pedagógicos das Escolas/Agrupamentos, de tal forma que me parece fundamental a existência de um plano estratégico transversal que permita criar rotinas nesta área, desde o 1º ciclo, sempre com continuidade e uniformização nos ciclos posteriores.

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Como Detectar?

Perceber que um trabalho é totalmente plagiado pode ser fácil nuns casos, e um pouco mais difícil noutros.

Factos como a forma como o aluno articula o léxico, a comparação com o sua escrita nos trabalhos em aula, os brasileirismos utilizados no texto, a incoerência na estrutura do texto, entre outros, deveriam ser fáceis de detetar pelos professores e mais do que suficientes para penalizar a avaliação.

Mas há também casos em que essa deteção não é tão simples.

Por isso, existem ferramentas que permitem detetar plágio, a partir de simples parágrafospáginas web e até documentos (Word, PDF, PowerPoint, etc…).

Algumas funcionam totalmente online, outras precisam da instalação de software. Em qualquer dos casos, torna-se muito fácil detetar cópias integrais.

Existem versões totalmente gratuitas, outras gratuitas mas com limitações e outras que são pagas. Neste caso, tal como em outros, pode muito bem ser uma opção de escola, uma vez que os preços são bastante acessíveis.

Nos vários casos existentes, os algoritmos utilizados, alguns com indicadores de Inteligência Artificial, permitem o rastreio em vários idiomas.

Alguns destes programas oferecem relatórios completos com dados estatísticos sobre o nível de plágio, imagine-se!

Qual A Melhor Forma De Detetar Plágio?

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Não existem formas infalíveis, nem ideais, talvez a combinação de vários métodos possa aumentar a probabilidade de deteção.

Fiz Uma Listagem De 7 FERRAMENTAS Que Te Poderão Ajudar Nesta “Caça” Ao Plágio:

1 – Google

What??! Como assim?

Sim, pode parecer parvoíce, mas, muitas vezes, sem grande esforço, basta escolher um ou dois parágrafos de um trabalho e colocar na pesquisa do Google (ou de outro motor de busca) para chegar num instante à “fonte de inspiração”.

Apesar de não se tão poderoso como algumas aplicações, permite uma primeira abordagem e pode ser um bom indicativo para mostrar sites e documentos com conteúdo igual ou muito semelhante.

https://www.google.pt/

2 – Plagiarisma

Esta é uma das ferramentas grátis para deteção de plágio que aparece como sugestão habitual, pela sua qualidade.

A sua amplitude de busca não se resume a páginas na web, também o faz nas secções de armazenamento de documentos (Google Livros, Google Académico, jornais e revistas online, etc…).

A pesquisa pode ser feita diretamente por texto, numa página online (website, blog, apresentação) ou mesmo a partir de um ficheiro (o ficheiro do trabalho do aluno).

Pode ser utilizado online ou através de um aplicativo que podes instalar no computador.

http://plagiarisma.net/pt/

3 – Plagium

Website que permite a pesquisa de plágio a partir de textos, URL e/ou ficheiros. Tem uma interface muito simples e intuitiva, e é muito rápido na análise.

Apesar de ter limitações na versão gratuita (Até 25 000 caracteres), na maior parte dos casos é suficiente. A versão de software para instalação só existe na versão paga.

O valor cobrado nesta aplicação depende do tipo de pesquisa que se pretende realizar (texto, url ou ficheiro). No caso dos ficheiros o valor corresponde a 0,005€ por cada página.

https://www.plagium.com/

4 – Anti-Plagiarism

Esta ferramenta é totalmente gratuita, criada no âmbito das licenças Open-Source. É uma aplicação instalável concebida para detetar e impedir o plágio de forma eficaz.

Ferramenta muito versátil que permite o simples Copy+Paste de texto à verificação de ficheiros nos formatos  .rtf, .doc, .docx,.pdf.

https://sourceforge.net/projects/antiplagiarismc/

5 – Copy Leaks

Este é um projeto de verificação de plágio baseado totalmente na nuvem com a capacidade de realizar um rastreio de várias formas de violação de direitos de autor nos conteúdos online.

Esta aplicação pode ser utilizada em várias áreas, desde a educação até ao ramo empresarial. A versão grátis, tal como em outros casos, tem limitações. Mas na maior parte das situações é suficiente.

Contrariamente a outros exemplos, no Copy Leaks é necessária inscrição para poder utilizar as versões grátis.

https://copyleaks.com/

6 – Dupli Checker

Esta é uma das ferramentas gratuitas mais poderosas. Permite utilizar todas as funcionalidades sem limitação. Apenas exige o registo se quisermos realizar mais do que uma pesquisa por dia, até a um máximo de 50. Nada mau.

Apesar de apresentar um design não muito atrativo, a sua utilização é simples, intuitiva e rápida.

A verificação pode ser feita de duas formas, por parágrafos do trabalho (colados na área de pesquisa) ou através do upload de ficheiros para verificação.

Por enquanto, a grande desvantagem é que apenas funciona em língua inglesa. Pode servir perfeitamente para analisar trabalhos que a utilizem no seu conteúdos.

https://www.duplichecker.com/

7 – Plagiarism Checker

Versão totalmente gratuita funciona na web e apenas suporta pesquisas até 2000 palavras por cada pesquisa. A versão paga é negociada diretamente com os professores e/ou estabelecimentos.

O algoritmo deste software (na sua versão completa) permite um rastreio dos ficheiros numa comparação com:

  • Mais de 14 milhões de páginas web;
  • Mais de 2 milhões de trabalhos redigidos por alunos;
  • Milhões de publicações relevantes: livros, bases de dados de diários, ebooks, jornais e revistas.

https://www.plagiarismchecker.net/plagiarism-scanner.php

Espero que possam escolher uma das ferramentas e a comecem a testar já hoje com os trabalhos dos alunos.

Agir pedagogicamente nos casos de plágio é uma função do professor.

Boas caçadas! 🙂

Créditos da Imagem de destaque

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