E-Newsletter ANQEP n.º 8

Newsletter ANQEP n.º 8
outubro 2012
www.anqep.gov.pt
Educação financeira: aprender hoje a pensar no amanhã

A atual crise financeira que o mundo ocidental atravessa fez-nos tomar consciência da importância de se pensar em literacia, numa nova dimensão: a financeira. Sendo, aparentemente um domínio muito transversal no âmbito da nossa cidadania, a literacia financeira ou o fraco domínio da mesma parece estar no cerne dos comportamentos e atitudes que determinam o modo como lidamos com os riscos e as oportunidades financeiras que surgem nas diferentes fases da nossa vida, desde tenra idade.
Em 2010, um inquérito à literacia financeira da população portuguesa, desenvolvido pelo Banco de Portugal, dava conta da fragilidade dos nossos saberes em matérias muito específicas associadas, por exemplo, ao planeamento das despesas e à poupança, à gestão das contas bancárias e escolha dos produtos financeiros ou à compreensão financeira em geral.
Se é certo que estes conhecimentos não têm de ser encarados como do domínio específico das aprendizagens que se fazem em contexto escolar, não é menos verdade que hoje a educação só pode ser pensada numa perspetiva global e integradora dos saberes que contribuem para a nossa formação enquanto cidadãos, com capacidade para intervir e atuar em sociedade. Além disso, é preciso não nos esquecermos que a educação enfrenta hoje um novo paradigma, o da aprendizagem ao longo da vida, no qual se interligam os saberes obtidos nos diferentes contextos, sejam eles formais, não formais ou informais, sendo todos eles aproveitáveis para o nosso desenvolvimento pessoal e social.
Tudo isto justifica a pertinência da promoção e da implementação da Educação Financeira junto das crianças, dos jovens e dos adultos, levada a efeito pelo Ministério da Educação e Ciência, em articulação com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, consubstanciada na criação de instrumentos como o Referencial de Educação Financeira.
Não sendo uma receita única para educar e formar, numa época em que se acentua a preocupação pela assimetria de informação entre instituições e clientes, devido à maior diversidade e complexidade dos produtos financeiros, este referencial pretende ser, com o contributo de todos, um instrumento ao dispor dos que trabalham na construção de uma sociedade melhor preparada para ler, analisar, discernir entre escolhas, planear e discutir assuntos financeiros, considerando o tempo presente mas também um amanhã mais reconfortante.
Em educação, neste e noutros domínios, o futuro será o que se fizer no presente.

O Presidente do Conselho Diretivo da ANQEP
Gonçalo Xufre Silva

Ensino Profissional: Um balanço positivo

Nuno Albano tem um curriculum abrangente com experiência profissional, para além do ensino, em televisão e rádio. Em termos escolares, detém duas licenciaturas em Engenharia Eletrónica e de Computadores e em Engenharia Química e está prestes a terminar o seu mestrado. É atualmente professor do ensino profissional na Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa, e é adepto do trabalho por projeto, do reconhecimento pelo mérito e da "competição saudável baseada em trabalho, numa perspetiva profissional".
 O dinamismo, a proximidade aos alunos e a pro-atividade são qualidades que saltam à vista quando falámos com este professor, no mês em que se comemorou o Dia do Professor.

ANQEP: Há quanto tempo leciona?
Nuno Albano (NA):
Comecei no ensino regular em 1992. Depois, já na década de 2000, comecei no ensino profissional, numa escola pública e, simultaneamente, numa profissional. Essa experiência dá-me a perspetiva dos dois lados. No ensino público leciono desde sempre dois cursos ligados à informática, que é o técnico de gestão de equipamentos informáticos e principalmente o de técnico de multimédia.

ANQEP: Este ano, está a lecionar que anos?
NA:
Este ano leciono, como é habitual, o 10.º e o 12.º anos de multimédia (uma disciplina em cada ano) e também o 11.º e o 12.º anos de gestão de equipamentos informáticos.

ANQEP: Consegue ter um acompanhamento dos alunos desde o início até ao final do curso?
NA:
Vejo os meus alunos entrarem com uma determinada postura e vejo-os sair, até porque, muitas vezes, eles vêm cá tirar dúvidas depois de acabarem os cursos. É muito engraçado, mantêm algum tipo de relacionamento e eu vejo a sua evolução profissional, o que é uma das partes boas disto: ver que há gente bem-sucedida que passou pelas nossas mãos.

ANQEP: A escola, para além dos conteúdos ministrados em termos curriculares, aposta noutras áreas ou projetos?
NA:
Sim. A nossa filosofia é esta: os conteúdos são programáticos, são obrigatórios, têm de ser dados. Depois, na maneira como são dados, o próprio programa dá-nos alguma liberdade. Então o que se tenta fazer são projetos sempre virados para o exterior. Não fazemos trabalhos académicos mas sim trabalhos que são utilizados na prática, lá fora. Por exemplo as juntas de freguesia aqui à volta têm uma comissão social inter-freguesias através da qual desenvolveram um programa de transporte social para idosos – o "transporte solidário" – e precisavam de um filme de divulgação. Este filme foi feito pelos nossos alunos e depois foi apresentado no Padrão dos Descobrimentos. Depois do acontecimento a reportagem também é feita por eles e transforma-se num novo produto. Por isso estamos sempre a fazer mais qualquer coisa.
Agora estamos a fazer um dvd, para o Regimento de Lanceiros II. Estamos a fazer um dvd da história e missão da unidade que ser-lhes-á entregue em novembro. Posteriormente, vamos trabalhar com mais alguém.

ANQEP: E a motivação dos alunos, o que é que nota quando estão envolvidos nesses projetos?
NA:
Acredito sinceramente que os meus alunos ganham muito em ter uma noção do trabalho para um cliente. Não estão a ter uma aula de três tempos onde apenas se executa mais um trabalho em Photoshop. Estamos a fazer um trabalho para alguém, com tempos, com reuniões.
Tenho alunos a coordenar reuniões. Às vezes até se aborrecem quando o parceiro não entrega os conteúdos a tempo. No ano passado tive alunos a apresentar um projeto numa universidade. Também já conseguimos projetos internacionais. Temos um, no âmbito do Comenius, a decorrer. Há dias recebemos alunos de uma série de países e os nossos alunos vão brevemente à Roménia. No ano passado, estiveram na Turquia. A escolha de quem vai e para onde vai é sempre baseada no mérito. A ideia é termos aqui uma competição, espero que saudável, mas baseada em trabalho e numa perspetiva profissional.
ANQEP: Qual o papel dos professores nestes projetos e sua relação com os alunos?
NA:
Não somos muitos professores. Por exemplo na área técnica onde há mais colaboração somos três ou quatro por ano, mas eu entro na sala dos meus colegas e eles na minha. Definimos, regularmente, como vamos fazer um projeto, quem é que o vai fazer e que tarefas vai executar. Os alunos dão-nos um input a esse nível. Temos, por exemplo, quem coordene sub-equipas, sobretudo no 12.º ano. Os do 10.º, obviamente, são muito mais guiados.
ANQEP: Portanto, promovem o desenvolvimento da liderança nos alunos?
NA:
Percebe-se quem é líder. Quando pedi voluntários para um projeto, para ir fotografar, num sábado de manhã, uma reportagem de uma prova de equitação no Regimento de Lanceiros, tive cinco voluntários. Portanto percebemos quem é que tem mais vontade, se bem que esse voluntariado também é estimulado pelo facto de haver prémios. No ano passado tivemos uma aluna que ganhou um prémio de um filme para o Museu das Comunicações. Este prémio foi um estágio. Os prémios agora são estágios, mas é bom, tal como poderem receber diplomas. Eu acredito no valor dos diplomas, que referem que alguém participou num determinado projeto, e isso é curriculum. Os alunos têm de ter muita noção de que quem trabalha mais, quem faz mais coisas, tem mais curriculum do que quem não trabalha.

ANQEP: Quando os alunos terminam o curso, tem perceção se a maioria vai logo trabalhar ou se continua os estudos?
NA:
Há várias situações. O mercado de trabalho não é o que era, isso é generalizado. Mas temos alunos que saem e vão trabalhar, temos alunos que saem, querem e vão felizmente para a universidade, e temos alguns alunos que agora emigraram, por razões que são completamente alheias ao curso. Tem a ver com a situação geral. Mas tenho um balanço positivo em termos dos alunos que estão a trabalhar e a trabalhar na área, não é só a trabalhar. Também tem a ver com o tipo de estágios que fazem.
ANQEP: Para além desses projetos, os alunos fazem também formação em contexto de trabalho em empresas?
NA:
Fazem, claro, porque é obrigatório, mesmo que não quiséssemos eles tinham de fazer estágio. Mas para nós é importante que eles façam estágio. Temos empresas onde continuadamente vão fazendo estágio, onde as coisas felizmente vão correndo bem, mas já não há tantas empresas como havia porque o mercado de trabalho de facto encolheu.
ANQEP: Qual é a sua perceção quando os alunos regressam do estágio?
NA:
Eles ficam muito mais maduros e percebem que os sermões que lhes dêmos durante o ano (eu dou muitos sermões) têm um feedback no trabalho real, nos horários, no comprometimento, na responsabilidade e até em termos dos softwares. É muito importante que eles percebam os conceitos.  Ninguém tem de lidar com todos os equipamentos. Têm é de perceber como funciona um determinado tipo de equipamento porque assim, no mercado de trabalho, vão ter facilidade em se adaptarem.
ANQEP: Para terminar, que considerações gostaria de fazer sobre o ensino profissional?
NA:
O ensino profissional é extremamente necessário. Eu gosto do ensino regular, mas acho que a ideia de dar competências reais às pessoas é importante. Se eu sair do ensino regular, em que me explicam todos os grandes fotógrafos que existiram e todas as técnicas, mas eu nunca tirei uma fotografia, a escola está a negar à pessoa capacidades e até eventualmente gostos. Nós aqui temos várias áreas. Os alunos tanto aprendem web, como audiovisual, produção da multimédia ou 3D. E há quem entre aqui com uma ideia e saia de cá como profissional noutra área. Se calhar, este aluno, para a fotografia até nem tinha muito jeito, (gostava muito de ver, mas não tinha jeito para fotografar), mas, depois, acabou por gostar de vídeo ou de produzir uma página da Internet.

Números-chave sobre a aprendizagem e a inovação através das TIC nas escolas da Europa ? 2011
 
Não existe uma grande disparidade entre escolas, na Europa, relativamente à disponibilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) mas falta software educativo e equipas de apoio para a sua aplicação. Estas é uma das principais conclusões do relatório "Números-chave sobre a aprendizagem e a inovação através das TIC nas escolas da Europa – 2011", publicado pela Agência de Execução relativa à Educação, ao Audiovisual e à Cultura e pela Rede de Informação sobre Educação na Europa (EURYDICE), em outubro de 2011.
O relatório dá ainda conta de que as TIC são largamente promovidas pelas autoridades centrais enquanto ferramenta para o processo de ensino-aprendizagem mas permanece uma grande lacuna na sua implementação, muito embora desempenhem um papel central na cooperação entre as escolas e a comunidade.
Este relatório, elaborado a partir de publicações anteriores da Eurydice, examina a evolução das infraestruturas TIC nas escolas em termos de redes, hardware e software. Avalia, também, a forma como as TIC estão a ser utilizadas no processo educativo e incorporadas no currículo e o papel crucial que estas têm no desenvolvimento das competências do século XXI.

Key Data on Teatching Languages at School in Europe 2012

A terceira edição do Key Data on Teatching Languages at School in Europe 2012 compila uma variedade de fontes de informação e fornece uma imagem clara do ensino das línguas em 32 países participantes, entre os quais Portugal.
Esta edição avalia 61 indicadores em cinco categorias: contexto, organização, participação, professores e métodos pedagógicos. A informação é, na sua maioria, obtida a partir de quatro fontes: Eurydice, Eurostat, Inquérito Europeu sobre competências linguísticas, e Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA).
Entre outras conclusões o estudo refere que na Europa, a maioria dos alunos inicia a aprendizagem de uma língua estrangeira entre os 6 e 9 anos, sendo o inglês a língua estrangeira mais ensinada independentemente do nível de educação.
As segundas línguas estrangeiras mais ensinadas são o alemão e o francês, sendo a primeira particularmente popular em vários países da Europa central e oriental e a segunda nos países da Europa do sul.

Formação de adultos: desafios, articulações e oportunidades em tempo de crise

Consciente da importância da educação e formação de adultos, atendendo ao atual contexto socioeconómico, a Universidade dos Açores publicou o livro "Formação de adultos: desafios, articulações e oportunidades em tempo de crise" que reúne diferentes perspetivas e olhares de especialistas e investigadores.
Estruturado em quatro partes, este livro começa por questionar o próprio conceito da educação e formação de adultos. De seguida, apresenta-nos vários textos que analisam a articulação entre o sistema educativo e formativo e o mercado de trabalho e as políticas de empregabilidade, abordando depois o papel da formação em recursos humanos e nas temáticas do empreendedorismo. Por fim, são partilhados dois testemunhos de representantes de estruturas empresariais que analisam a formação à luz da dicotomia custo/investimento e que explicitam de que forma a formação contribuiu para que os colaboradores de um grupo empresarial (Grupo Banif) alinhassem com a missão, visão e valores desse mesmo grupo, favorecendo a criação de uma identidade única.

Estudo de avaliação das políticas ativas de emprego

Que efeitos tiveram as medidas de emprego e formação desenvolvidas em Portugal entre 2004 e 2011 sobre a empregabilidade dos participantes? Esta é a questão à qual o "Estudo de Avaliação das Políticas Ativas de Emprego", recentemente divulgado, procura dar resposta.
Em análise estiveram, por um lado, as medidas de emprego (estágios, medidas ocupacionais, apoio à contratação, apoio ao empreendedorismo e apoio à criação do próprio emprego) e, por outro, as medidas de formação (cursos de aprendizagem, cursos de educação e formação de adultos, cursos de educação e formação de jovens e formação contínua modular).
Ao todo, as medidas de emprego envolveram 722.6 mil participações e as de formação 1.3 milhões. Ambas repartiram-se de forma desigual pelos seus subtipos. No que respeita às medidas de emprego, as medidas ocupacionais representaram mais de metade (58%) das participações, seguindo-se os estágios (25%) e os apoios à contratação (11%). Quanto às medidas de formação, a maior fatia foi para a formação contínua e modular (29%), seguindo-se os cursos de educação e formação de adultos (17%) e os de aprendizagem (15%). Ainda relativamente à caraterização das participações, o estudo aponta para uma maior abrangência de mulheres em todas as medidas analisadas, "com exceção das medidas de apoio ao empreendedorismo, dos cursos de aprendizagem e dos cursos de educação e formação de jovens". Ao nível da idade, a média dos participantes no conjunto das medidas situou-se nos 34,5 anos.
Em termos de resultados o estudo evidencia "efeitos positivos (e, em certos casos) fortes sobre a probabilidade de emprego dos participantes no médio prazo)". Estes efeitos são contudo "menos favoráveis (ausência de efeito num horizonte de três anos após o início da participação) no caso das medidas de formação, mas são positivos no caso dos programas de formação contínua e modular".

Mais de mil "likes" em menos de um mês

Com a chegada da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) às redes sociais, a participação e interação com os fãs e seguidores tem sido entusiástica e dinâmica, tendo a página da ANQEP no Facebook atingido mais de mil "likes" em apenas um mês.
Através da participação no Facebook, Linkedin e Twitter, a ANQEP procura desenvolver um modo de comunicação mais aliciante, sobretudo junto do público mais jovem e dos representantes das entidades empregadoras com as quais se pretende criar mecanismos de maior aproximação, de modo a potenciar a articulação entre as escolas e as empresas, no âmbito das políticas de promoção do ensino profissional.
A criação de novos canais de interação com todos os que até agora ainda não aderiram a um percurso de qualificação, em linha com as atuais diretrizes em matéria de aprendizagem ao longo da vida, e a abertura de espaços de partilha de saberes e de conhecimentos adquiridos por via formal, informal ou não formal são também objetivos desta iniciativa.
De entre as rubricas apresentadas no Facebook, destacamos, nesta edição, "o curso do mês", dedicado ao curso profissional técnico auxiliar de saúde.
Venha descobrir em http://www.facebook.com/ANQEP quais as funções de um técnico auxiliar de saúde e as possíveis saídas profissionais.
Acompanhe-nos ainda em:
Linkedin: http://www.linkedin.com/company/anqep
Twitter: http://twitter.com/ANQEP

As prioridades da educação e formação de adultos

Partindo do pressuposto de que a educação e a formação obedecem a um novo paradigma – o da aprendizagem ao longo da vida – as políticas atuais de qualificação de adultos são pensadas numa continuidade das linhas orientadoras já definidas para a educação de jovens, sendo, para o efeito, criadas estruturas que irão responder a estes dois públicos-alvo.
Como tal, surgem os Centros de Qualificação e o Ensino Profissional (CQEP) – as estruturas que irão suceder, a partir de 31 de dezembro, aos Centros Novas Oportunidades – com um papel determinante num novo modelo de orientação e encaminhamento para percursos de qualificação disponíveis no Sistema Nacional de Qualificações.
Neste encaminhamento, o processo de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC) é assumido essencialmente como um mecanismo de identificação de saberes e conhecimentos à priori, tendo em vista o posicionamento do adulto num percurso qualificante que possibilite a conclusão do secundário e/ou o prosseguimento de estudos.

Qualificar de forma sustentada
A grande aposta, em termos formativos, recai sobre as ofertas de qualificação de dupla certificação, tais como as formações modulares certificadas, focadas na aquisição de capacidades específicas optimizadoras da empregabilidade, o RVCC dual (articulação da vertente profissional com a escolar) e o ensino recorrente (essencialmente nas situações em que o intuito é a conclusão do secundário).
A esta realidade, acresce a necessidade de se qualificar com menos recursos, de forma credível, sustentada, com competências mais adequadas, tendo em conta as exigências presentes e futuras do mercado de trabalho, num contexto global. Isto pressupõe a continuidade do trabalho que tem vindo a ser feito, no que respeita à legibilidade das qualificações obtidas no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações, à luz do atual Quadro Europeu de Qualificações.
Uma especial atenção é ainda dada a públicos específicos como os adultos que se encontram em situação de desemprego (em resultado de desajustes ao nível das qualificações, provocados pelo abandono escolar precoce); os adultos socialmente excluídos; os detentores de incapacidades e deficiências e ainda os seniores, razão pela qual são estes os públicos-alvo preferenciais da Agenda Europeia para a Educação de Adultos em Portugal, a implementar entre 2012 e 2014. 
A priorização em termos de perfis profissionais das formações é dada às áreas associadas aos setores de bens e serviços transacionáveis ou geradoras de emprego tendo em conta as especificidades regionais e locais.

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Semana Aprender ao Longo da Vida

Portugal associa-se, entre 5 e 11 de novembro, à "Semana aprender ao longo da vida", através das iniciativas organizadas pela Associação "O Direito de Aprender".
Nesta semana, vai acontecer o II Encontro Nacional de Educação e Formação de Adultos, no dia 9 de novembro, no Auditório 2 da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, dando a conhecer boas práticas no âmbito da aprendizagem ao longo da vida.
No decorrer da semana terão ainda lugar várias atividades centradas não só nas formas de aprendizagem formal, mas também informal e não formal, tais como um teatro, intitulado "A Vida é um Palco", em Faro, um workshop de decorações de Natal e outro de primeiros socorros, em Paços de Ferreira, bem como uma feira de trocas e exposição de fotografias, em Cascais. 
Será ainda atribuído um prémio que visa reconhecer uma entidade ou pessoa que, entre janeiro de 2011 e agosto de 2012, se tenha destacado pelo desenvolvimento de ações de aprendizagem de adultos, através de programas ou projetos eficazes e inovadores.
Esta Semana, comemorada igualmente em toda a Europa, terá como finalidade analisar os mais recentes desenvolvimentos da educação e formação de adultos e da aprendizagem ao longo da vida no contexto europeu.
Mais informações em: www.semanaalv.net

Semana Global do Empreendedorismo

A inovação e a criatividade estarão em destaque entre os dias 12 e 18 de novembro, período em que decorre a Semana global do Empreendedorismo.
Em Portugal, esta semana é organizada pela Associação Portuguesa Business Angels e pela Associação para o Desenvolvimento Económico e Social integrando um conjunto diversificado de atividades. De entre estas, destacam-se: o workshop "Passos para a criação do próprio emprego" (no Porto, dias 13 e 18 de novembro); uma tertúlia da Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro (em Aveiro, dia 12 de novembro); a iniciativa "Braço direito: um dia no teu futuro" (da Junior Achievement Portugal, que, no dia 13 de novembro, lança um convite aos alunos do ensino secundário para acompanharem, durante um dia, um profissional); o evento "Silicon Valley comes to Lisbon" (durante os dias 15 e 16 de novembro).
Esta semana assume-se como "a maior celebração do mundo dos inovadores e criadores de emprego que lançam startups que trazem ideias para a vida, impulsionam o crescimento económico e aumentam o bem-estar humano".
Por todo o mundo, durante esta semana, são dinamizadas atividades com o intuito de ajudar os cidadãos a explorar o seu potencial auto criativo e inovador e desencadear o trabalho em rede neste domínio.
Para mais informações, aceda a www.sge.org.pt.

Ensino Artístico em debate

Aprofundar a reflexão sobre o ensino artístico especializado, dando também a conhecer exemplos de práticas de inovação e qualidade, nos domínios da música, dança e teatro, são os objetivos do seminário "O Ensino Artístico Especializado: teorias e práticas" que irá decorrer no Auditório do Conservatório de Música do Porto, de 15 a 17 de novembro.
Este evento, que surge no âmbito da 4.ª edição do projeto Pontes Musicais (um programa anual que cria espaços de reflexão e diálogo entre professores, alunos e escolas, bem como entre expressões e culturas), integra as comemorações do 95.º aniversário do Conservatório de Música do Porto.

Aprendizagem e solidariedade intergeracional

No contexto do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, a Direção Geral da Educação e Cultura da Comissão Europeia vai organizar uma conferência intitulada "One step up in later life: learning for active ageing and intergenerational solidarity".
Agendada para os dias 19, 20 e 21 de novembro, em Bruxelas, esta iniciativa vai reunir cerca de 260 participantes, que, em conjunto, irão debater temas associados à identificação dos elementos-chave do papel da aprendizagem numa sociedade em envelhecimento e as suas implicações para a Europa e refletir sobre a forma de abordar as principais prioridades definidas na Agenda Europeia para a Educação de Adultos.

Concurso Nacional Sudeste Asiático "Ameaças e Desafios"

Sensibilizar e envolver a comunidade educativa para a preservação do ambiente, através da abordagem de várias temáticas curriculares, é o objetivo do concurso nacional Sudeste Asiático "Ameaças e Desafios", promovido pelo Jardim Zoológico de Lisboa, em colaboração com a Direção Geral da Educação.
Esta iniciativa é dirigida a crianças e jovens desde a educação pré-escolar até ao ensino secundário, sendo realizada no âmbito da campanha da European Association of Zoos and Aquaria (EAZA) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Este concurso pretende sensibilizar para a proteção da vida animal e dos ecossistemas, com particular ênfase para as espécies em vias de extinção do Sudeste Asiático.
São aceites trabalhos nos suportes "Jogo" (educação pré-escolar, 1.º e 2.º ciclo do ensino básico) e "Multimédia" (3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário).
Para mais informações, incluindo a consulta do regulamento, aceda ao sítio Jardim Zoológico de Lisboa (http://www.zoo.pt/concurso_nacional_escolas.aspx).
As inscrições estão abertas até ao dia 14 de dezembro.

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