Desempregado enganou centenas de pessoas para chantagem sexual no Facebook

Só depois de analisar os milhares de ficheiros de pornografia de menores e nudez explícita de adultos apreendidos a um homem de 27 anos, residente em Barcelos, é que a Polícia Judiciária (PJ) de Leiria vai perceber a verdadeira dimensão do crime.

Para já, sabe-se que foram centenas as vítimas deste desempregado, entretanto detido, que passava o dia agarrado à Internet, para assegurar a sua subsistência. E fazia-o criando perfis falsos nas redes sociais, fazendo passar-se por mulher ou adolescente. Depois, ganhava confiança com as vítimas, pedia-lhes fotos e iniciava a chantagem.

Segundo informações recolhidas pela PJ, este era o seu modo de vida, pelo menos desde 2011.

 

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Jornal britânico “The Guardian” revela documentos internos do Facebook com os critérios para aprovação de conteúdos.

O jornal “The Guardian” teve acesso a dezenas de documentos internos do Facebook e revela como a maior rede social do mundo lida com conteúdos relacionados com sexo, terrorismo, violência e discursos de ódio.

E esses ficheiros agora vindos a público revelam que o Facebook tem que lidar, todos os meses, com milhares de potenciais casos de chantagem sexual e publicação de vídeos íntimos por vingança.

De acordo com o “Guardian”, no espaço de um mês foram registados 54 mil potenciais casos deste género.

Em Janeiro deste ano, o Facebook fechou mais de 14 mil contas relacionadas com estes tipos de abuso sexual. Em 33 situações estavam envolvidas crianças.

A maior rede social do mundo dependente das denúncias dos utilizadores sobre conteúdos ofensivos, o que significa que a escala do problema pode ser ainda maior.

Facebook deixa “bater em miúdos gordos”, mas censura “alguém dê um tiro a Trump”

Comentários como “alguém dê um tiro a Trump” são censurados pelo critérios do Facebook, porque como chefe de Estado o Presidente dos Estados Unidos faz parte das chamadas “categorias protegidas”, revela o “The Guardian”.

Mas os utilizadores da rede social podem escrever “vamos bater em miúdos gordos”, “partir o pescoço a uma gaja” ou “vai-te lixar e morre”, porque não representam “ameaças credíveis.”

Vídeos de mortes violentas, apesar de serem catalogados de “perturbadores”, nem sempre são apagados porque podem servir para chamar à atenção para problemas como as doenças mentais, argumenta o Facebook nos memorandos agora revelados.

Algumas fotografias de abusos não-sexuais e de bullying contra crianças não têm que ser apagadas, a menos que haja sadismo ou um elemento de celebração, adianta o “Guardian”.

Vídeos de abortos podem ser divulgados, desde que não contenham nudez, e imagens de abusos contra animais também.

O Facebook permite também que os seus utilizadores transmitam, em directo, tentativas de autoflagelação por não querer “censurar ou punir as pessoas em perigo”.

Fonte da empresa tecnológica disse ao “Guardian” que “o Facebook não consegue controlar os conteúdos” publicados, porque “cresceu muito, muito depressa”. Actualmente, tem cerca de dois mil milhões de utilizadores registados.

http://rr.sapo.pt/noticia/84315/investigacao_revela_milhares_de_casos_de_chantagem_sexual_por_mes_no_facebook

 

grupos

O SOL entrou no grupo onde foi partilhado o polémico vídeo da Queima das Fitas do Porto. Com 44 mil membros, a partilha de fotos com conteúdos sexuais explícitos, mensagens privadas e comentários de assédio são frequentes. Há até fotos de mulheres captadas na rua ou em centros de saúde.

A semana ficou marcada pela partilha de um vídeo de teor sexual captado num autocarro, no Porto, na semana da Queima das Fitas. As imagens que mostram uma jovem a ser masturbada não deixam claro a existência de um abuso sexual e, mesmo que tal tenha acontecido, a investigação está dependente de participação da vítima, o que não se verificou quando as autoridades identificaram a rapariga do vídeo. O caso veio a público depois de o Correio da Manhã ter decidido publicar o vídeo, na quarta-feira. Desde segunda que o SOL tinha alertado as autoridades para a existência deste tipo de imagens a circular na internet. A queixa chegou de mulheres que se tinham apercebido da existência de ‘grupos secretos’ de homens nas redes sociais, onde se partilham imagens sexuais explícitas. Um dos conteúdos que estava a gerar maior preocupação era precisamente o vídeo do Porto.

Um submundo nas redes sociais

As imagens captadas na semana passada no Porto começaram por ser partilhadas pelo WhatsApp e mais tarde num grupo secreto do Facebook com o nome #IMASOLDIER. Por cá, esta funcionalidade da rede social não tem sido muito falada, mas está longe de ser novidade. Existem três tipos de grupos no Facebook: os públicos (em que todos os utilizadores conseguem aceder ao conteúdo); os ‘fechados’ (é possível encontrá-los nas pesquisas, ver algumas publicações mas, para ter acesso a tudo, é preciso ser convidado por um membro) e por fim os ‘secretos’. Estes não aparecem na lista de opções quando se pesquisa pelo seu nome na rede social e é impossível ver, por isso, qualquer conteúdo ou lista de membros. Só se tornam visíveis após convite.

Apesar do secretismo, podem ser criados por qualquer pessoa. Há quem os use para manter a família em contacto, para organizar festas. Há grupos de mães que partilham artigos sobre maternidade e outros de troca de roupa e ofertas de trabalho. Mas há outros que parecem não ser tão bem intencionados e que aproveitam o anonimato e a impossibilidade de serem encontrados para partilhar conteúdos que facilmente seriam censurados se estivessem em espaços abertos. Um jovem islandês, ouvido pelo SOL, conta que, no seu país, esta é já a melhor forma de ter acesso a droga – através de mensagens em código, fazem-se as encomendas longe do olhar das autoridades.

Já uma publicação no Cleveland News, em 2016, comparava a cultura do «mundo secreto dos grupos secretos do Facebook» com o clássico filme  de David Fincher Fight Club, conhecido pelo célebre lema «a primeira regra do Fight Club é não falar sobre o Fight Club». No mesmo ano, a BBC publicou um artigo que denunciava a partilha de imagens de crianças por pedófilos nestes mesmos grupos. Como as configurações da rede social permitem a invisibilidade, a liberdade de partilha de conteúdos é infinita. 

E o que faz o Facebook? O chefe de políticas públicas da rede social disse à BBC que estão empenhados em remover conteúdos impróprios. Seguem, para isso, algumas pistas, como os nomes dos grupos, a que os administradores da rede têm a acesso apesar de não serem visíveis para o resto dos utilizadores. Nomes com uma indicação clara de seu conteúdo, que contêm imagens pornográficas e altamente sugestivas, muitas com referência a crianças e comentários sexualmente explícitos são alguns sinais de alerta.

Na investigação que o SOL começou a ter acesso a publicações de vários grupos secretos, não foram encontrados conteúdos pornográficos com crianças. Porém, as partilhas continham fotografias e vídeos explícitos de atos sexuais, mulheres anónimas na rua e ainda comentários com assédios. 

Por questão de respeito às visadas dessas publicações, o SOL opta apenas por partilhar alguns dos comentários que encontrou nesse tipo de grupos, incluindo no #IAMSOLDIER, ocultando a identidade dos intervenientes. Refletem o ambiente destes fóruns secretos. Numa das imagens, partilhada em fevereiro, aparecem duas militares da GNR num balcão da Caixa, com o comentário «marchavam acima da lei». Noutra, uma jovem de biquíni na praia. «Esta inimiga gosta de andar na ofensiva. Alguém para abater».

Depois do acesso ao grupo #IAMSOLDIER e ao grupo Chicks.before.dicks , tendo ainda acesso  a publicações do grupo V de Vagina e Interdito a Homens constata-se uma clara diferença no conteúdo partilhado em fóruns de elementos femininos e masculinos. 

Embora nos grupos compostos por mulheres haja a partilha de fotografias de homens famosos em poses sexy e apesar de se trocarem piadas sobre os homens, o SOL não encontrou nesses grupos a partilha de imagens gráficas ou vídeos sexuais, nem de homens fotografados na rua seguidos de comentários de assédio. No #IMASOLDIER, com 45 mil membros e interdito a mulheres, isso é frequente.

Ontem o grupo desapareceu do Facebook – ao pesquisar, os membros tinham a indicação de que a página não estava disponível. Mas, numa página onde o grupo vende merchandising – como camisolas a dizer #IMASOLDIER – fizeram saber que vão continuar. «Esta página vai ser apagada durante um tempo, apenas adiram à página seguinte soldados dentro de trinta minutos encerro a página», lia-se na publicação, que pedia para os seguidores aguardarem ordens no «no armazém de soldados».

Quem está por detrás dos grupos

O SOL conseguiu falar com um dos administradores do grupo. O homem de 28 anos, que pediu para não ser identificado, garante que o vídeo da jovem na Queima das Fitas só esteve online no #IAMSOLDIER durante duas horas e por erro de triagem. Este responsável reconheceu, ainda assim, que existe conteúdo impróprio no grupo, mas que se sente impotente para gerir as publicações de 45 mil homens. 

Ao todo, o grupo tinha 11 administradores e moderadores. Para este membro, ouvido pelo SOL, a  presença neste fórum faz sentido por ser um local de partilha de assuntos masculinos e conteúdos divertidos e recusa qualquer intenção dos autores de promover a difamação de mulheres.

Sensação de insegurança

Na prática, porém, é isso que sentem as mulheres que nos últimos dias tiveram acesso ao grupo. Uma das mulheres que revelou ao SOL a existência do #IMASOLDIER diz que «é difícil sentirmo-nos seguras, porque quando tivemos acesso aos membros do grupo e vemos que há lá  homens casados, comprometidos, militares, polícias… A quem é que se pede ajuda nestas situações?». Ao SOL, Carlos Cabreiro, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), disse compreender o medo, porém salienta que se trata «de dados  difíceis de confirmar», uma vez que na internet a falsificação de identidade é recorrente. «Não podemos dizer que não há quem não use o nosso perfil, sendo que há outros problemas como cometerem-se crimes com os nossos e-mails ou serem enviadas mensagens falsas», exemplifica.

Para uma outra mulher que teve acesso ao grupo, o que viu resume-se a uma «manifestação profundamente marialva, na apologia de uma suposta masculinidade baseada na conquista de território e numa guerra de sexos». Mas, ainda mais preocupante, foi perceber que havia fotografias tiradas na rua, sem as visadas perceberem, a acabarem ali.  «Sem precisar de tirar nudes, ter sexo, de estar bêbedas ou seminuas, pelos vistos podemos ser fotografadas a andar na rua, a tomar café ou a trabalhar para sermos expostas e localizadas, até com nome e contacto, e virarmos ‘alvo a abater’».   

Para as autoridades, o fenómeno é preocupante, mas de difícil intervenção. «Como não estamos a falar de imagens de menores e crianças, como é que sabemos se houve ou não consentimento das pessoas?», diz Carlos Cabreiro. Além disso, tal como nos casos de crime sexual, o crime de devassa da vida privada também requer participação para ser investigado.  «Para já, nestes grupos, a única preocupação que realmente sentimos é que não houvesse partilha de crianças, porque caso haja pode não haver necessidade de queixa porque estamos a falar de crimes públicos». 

Cabreiro explica que a PJ  não tem um acesso direto às redes, na medida que não pode andar sempre a controlar o que lá é partilhado. «Se tivermos conhecimento, temos acesso, mas ninguém das redes sociais nos comunica que num determinado local se está a falar de tráfico de droga ou de sexo. Temos de ser nós a pesquisar e é impossível a polícia controlar os conteúdos e tudo o que se passa na internet. Com certeza que vamos patrulhando e percebendo onde há informação,  fóruns com conteúdos criminosos e  consequentemente vamos atuando, mas o papel do cidadão e da comunicação social é denunciar para que possa ser investigado algum caso em concreto». Quando os grupos são secretos, o trabalho torna-se ainda mais difícil.

Fonte:  https://ionline.sapo.pt/artigo/564161/o-mundo-sinistro-dos-grupos-secretos-do-facebbok?seccao=Portugal_i

Farto de perfis falsos no faceboook?

Uma das pragas do faceboook é a proliferação de perfis falsos, geralmente com “simpáticas ofertas” de crédito e não só.

fake-profile-facebook

O FAKE FB é uma extensão para o Chrome, gratuita, que permite identificar os perfis falsos. Basta entrar no perfil de um utilizador e clicar no pequeno botão azul do Chrome para identificar a credibilidade do perfil. Os seus criadores dizem que a aplicação consegue uma taxa de acerto de 90% através de uma análise matemática para definir o perfil analisado.

A extensão (para Chrome) está disponível aqui: https://chrome.google.com/webstore/search/FAKE%20FB?hl=pt-PT

Experimentei  e não fiquei decepcionado: em duas dezenas de perfis verificados, três identificações estavam incorretas, e todas a partir de perfis praticamente “abandonados” ou sem atividade recente.

Caso queira reportar uma conta falsa, pode denunciá-la diretamente:

https://www.facebook.com/help/306643639690823?helpref=uf_permalink

 

 

Baleia azul, mas não muito

Fonte: http://verne.elpais.com/verne/2017/04/28/articulo/1493372590_262666.html

El supuesto juego de retos llamado Ballena Azul ha llevado a la Policía de varios países de América Latina a alertar contra su propagación. En España, una adolescente de 15 años está ingresada en la unidad de Psiquiatría de un hospital de Barcelona por posible vinculación con el juego. Algunos medios apuntan a que estos retos podrían ser la causa de suicidios en varios países latinoamericanos, a pesar de que las autoridades de estos países no han confirmado casos de muertes.

La viralización de las informaciones sobre los daños causados por Ballena Azul recuerda a la forma en que se propagan leyendas urbanas. El origen de esta burbuja está vinculado a un artículo sobre suicidios de hace un año en un diario ruso, que meses después trascendió a medios anglosajones y, ahora, a los de habla hispana. Lo que sin duda es real es el impacto que genera: “ballena azul” era en la mañana del viernes el término más buscado en Google España.

Hasta ahora ni la Policía ni la Guardia Civil en España han lanzado ninguna alerta específica, pero este viernes Policía Nacional volvía a insistir en un tuit la importancia de la seguridad en internet. “No tenemos ninguna denuncia [sobre Ballena Azul]. Lo que intentamos con este tuit es repetir las pautas de siempre: educar en seguridad a los niños y buscar ayuda ante cualquier conducta sospechosa”, dice a Verne la responsable de prensa y redes sociales en @policia, Carolina González. La fundación ANAR, responsable del teléfono de ayuda a niños y adolescentes en riesgo, nos confirma que no ha recibido ninguna llamada de consulta sobre este tema, ya sea de menores o de adultos.

Las redes tienen sus riesgos, no dejes solos a tus hijos y enséñales pautas seguras. Si observas cualquier conducta extraña, pide ayuda 📞091

Hay grandes comunidades en Facebook en español que usan nombres como “La ballena azul” o “Ballena Azul”. Son grupos cerrados, que requieren autorización de administradores para ingresar. En su descripción muestran una lista de 50 retos en 50 días, el último de los cuales supondría suicidarse. El mayor de ellos en castellano tiene 270.000 miembros y está administrado por cuatro jóvenes colombianos. El grupo dejó de estar disponible el viernes por la mañana y uno de sus administradores afirma a Verne que fue Facebook quien lo cerró.

Facebook no ha confirmado si ha sido la compañía la responsable de este cierre y de otras páginas que contenían los términos ballena azul  y que también han desaparecido en las últimas horas.

El supuesto juego de la Ballena Azul,¿en qué consiste?

Durante las últimas semanas se han difundido por diferentes grupos de Facebook, la red social rusa VK y foros como Reddit listados que incluyen las supuestas 50 pruebas que deben pasar los participantes en el juego. No deberían realizarse de forma individual: hace falta un “guardián” o “curador” que supervise las pruebas. En el grupo de Facebook con más de 270.000 usuarios aparecía el siguiente listado:

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La página con 270.000 seguidores tenía esta lista de “retos de la ballena azul” en el apartado de información (visible a todos los públicos, no sólo a miembros de este grupo cerrado)

Los participantes deben realizar una prueba por día. Estas alternan autolesiones (cortes en brazos y piernas, pinchazos…), privación de sueño (quedarse despierto a las 4:20 o despertarse a esa hora), visionado de vídeos de terror o visitar sitios como azoteas, vías de tren… A los jugadores se les denomina “ballenas azules” y en otras pruebas tienen que interactuar entre ellos o con su guardián.

En la prueba 26 del listado, el guardián indica al participante la fecha de su muerte. Después, hay una prueba que se repite durante 19 días y es una síntesis de las anteriores: consiste en despertarse a las 4:20, ver los vídeos de terror que el curador indique, hacerse un corte y hablar con otra ballena azul. La prueba 50 es “saltar de un edificio alto, tomar su propia vida”.

Ni siquiera está claro el porqué del nombre del reto: la explicación más extendida es que se hace referencia al suicidio de las ballenas que, al igual que otros cetáceos y delfines, acabarían con su vida usando el método de acercarse demasiado a la costa para quedar varados. Esta idea, por cierto, roza a su vez la leyenda urbana, ya que este comportamiento animal, aunque no está del todo explicado, se suele atribuir a errores de orientación.

¿Qué pasa en estos grupos? “Polémica por diversión”, dice un administrador 

Uno de sus cuatro administradores del grupo La Ballena Azul con 270.000 miembros ha contestado a preguntas de Verne a través del messenger de Facebook. A. G. nos dice que tiene 19 años y en Facebook se identifica como colombiano. “Los cuatro no somos de Colombia”, añade. Todos ellos son también administradores de otro grupo cerrado llamado Necrosis, en cuya descripción se definen como “un grupo de jóvenes creadores de contenido para Internet denominado ‘memes’ el cual tiene como objetivo entretener, convivir y sobresalir ganando el odio de otros grupos”.

A lo largo de la conversación A.G. entra en contradicciones sobre la actividad del grupo pero asegura en reiteradas ocasiones que funcionaba como foro de humor negro. “Nosotros hacemos polémica por diversión”, afirma. En otro momento de la conversación define la acción del grupo como “troleo”. Y señala que no le preocupa la alarma generada ni las posibles consecuencias.

El grupo de Necrosis cuenta con 40.000 miembros y, según A.G., una página paralela como La Ballena Azul les podía servir para popularizar su grupo principal. Al de La Ballena Azul se podía acceder de nuevo este viernes por la tarde y el contador hacía referencia a 6.000 nuevos miembros. En su descripción, ahora invitan directamente a unirse Necrosis.

Otro con más de 20.000 miembros al que ha tenido acceso Verne era básicamente un foro con publicaciones en tono de humor. Otro de Perú, con más de 7.000 miembros, también está inaccesible ahora. Cuatro de los 10 administradores del grupo trabajaban como relaciones públicas de una misma discoteca.

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El grupo de Facebook con más de 20.000 miembros al que ha tenido acceso a Verne

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Una de las conversaciones en el grupo de La Ballena Azul al que tuvo acceso Verne

Aunque no se puede comprobar que los grupos de Ballena Azul estén detrás de los suicidios en Rusia, allí también existen: “Se originaron poco después de la muerte de Rina Palenkova, una adolescente rusa que supuestamente se suicidó después de compartir en la red VK una imagen suya. La imagen circuló en las redes sociales, y Rina pronto se convirtió en la figura central de un extraño grupo de culto”, añade Snopes.

Entonces ¿esto esto es verdad o mentira? ¿Hay datos reales?

 Lo único que puede comprobarse es que la policía de varios países de América Latina -Colombia, Chile, Brasil, Bolivia o Uruguay- está investigando la posible relación de suicidios de jóvenes con el juego, pero no hay ningún caso de muerte confirmado, según informa Efe.

Además de la menor ingresada en Psiquiatría en Barcelona, hay casos aislados de adolescentes con lesiones que podrían estar relacionados con el juego. Efe cita uno en Brasil y otro en Chile.

¿Cómo surge la alarma mundial sobre los suicidios?

Snopes, página especializada desmentir información falsa y uno de los miembros del equipo con el que Facebook está trabajando para luchar contra la programación de bulos, indica que no hay pruebas de suicidios causados por el supuesto juego y rastrea cómo ha crecido la historia.

En su artículo dedicado a Ballena Azul, señalan que estas afirmaciones se originaron a partir de una mala interpretación de un artículo de mayo de 2016 del periódico ruso Novaya Gazeta.

En ese texto se hablaba en un primer momento del suicidio de docenas de niños en Rusia durante los meses anteriores, afirmando que algunas de las víctimas formaban parte de la red social VKontakte (VK), que se suele conocer como “el Facebook ruso”. Novaya Gazeta publicó que “al menos” 80 de los suicidios estaban vinculados con estos juegos de la “ballena azul”. El reportaje ha sido visitado más de 3,5 millones de veces.

Buzzfeed News recoge, en un reportaje publicado a principios de este mes de abril, que el asunto despertó mucho interés mediático en Rusia en marzo de 2016. Varios medios rusos respondieron con informaciones que desmontaban algunos de los puntos del reportaje de Novaya Gazeta. Estas investigaciones demostraban que los suicidios sí existieron pero no se podía relacionar de manera concluyente con esas comunidades online. Dos periodistas de Novaya Gazeta fueron sancionados días más tarde por prácticas inaceptables en las informaciones relacionadas con el tema.

Después de ahí, el tema ha ido inflándose, especialmente, en medios sensacionalistas. Muchos medios de origen anglosajón han hablado de este asunto, aunque en la mayor parte de los casos no se ha aportado ninguna información que sugiera que este reto es algo más que una leyenda urbana. Por ejemplo, algunos medios británicos como The Sun, Mirror y el Daily Mail apuntaban en marzo que la policía británica había avisado de la posible existencia de grupos así en redes sociales, pero remitiéndose a lo publicado en Rusia y no a nada que hubiera sucedido en el Reino Unido.

En cambio, en Bloomberg se explicaba este martes que a pesar de todo el revuelo “es muy posible que se esté luchando contra una leyenda urbana”.


Nadie está sólo cuando está en riesgo. Si eres menor puedes buscar ayuda en este teléfono gratuito de la Fundación ANAR (900 202 010). Si eres adulto, este es el teléfono de la esperanza (número de atención en crisis, 902 500 002)

‘Bórralo’: un esquema común en leyendas urbanas

ballena azul juego
Dos de las fotos más viralizadas sobre el supuesto juego ‘ballena azul’.

Uno de los supuestos requisitos de Ballena  Azul sería borrar las fotos y los mensajes a medida que se van superando retos. Este es uno de los motivos por los que cuesta tanto desmentir estas alarmas, ya que la ausencia de pruebas (no hay fotos) se convierte de hecho en una prueba (con el argumento de que “han borrado las fotos porque así es como funciona”). En este caso, además, las pocas fotos que acompañan las alarmas sobre el supuesto juego se repiten constantemente, como las dos que puedes ver aquí arriba.

Se trata de un esquema que es común a muchas leyendas urbanas y teorías de la conspiración. Por ejemplo, en el caso de la famosa leyenda de Ricky Martin y la mermelada, se llegó a decir que el vídeo existió, pero que jamás llegó a emitirse por las presiones de un personaje influyente, padre de la supuesta protagonista de la escena. En otros casos más serios (como en los atentados del 11-M o del 11-S), ocurre que casualmente siempre se destruyen las pruebas que desmienten la “versión oficial” y que apoyan los delirios del conspiranico de turno. No hay forma de demostrar que nunca existió lo que ya no existe, por lo que resulta muy fácil creerse cualquier cosa siempre que haya voluntad de hacerlo.


*Equipo Verne. Texto con información de Lucía González, Mari Luz Peinado, Pablo Cantó, Jaime Rubio y Álvaro Llorca.