Algumas vezes os sociólogos são acusados de corroer a moralidade com seu conceito de relativismo cultural com o se conceito de relativismocultural e sua alegação de que praticamente “tudo está certo em algum lugar”. Se o certo e o errado são simplesmente convenções sociais — dizem nossos críticos — poder-se-ia muito bem fazer o que se deseja. Esta é uma concepção totalmente errada. É aproximadamente verdade que “tudo está certo em algum lugar” — mas não em todos os lugares. 0 ponto focal em termos de relativismo cultural consiste no fato de que em um ambiente particular alguns traços estão certos porque eles funcionam bem, ao passo que outros traços estão errados porque colidem penosamente com partes dessa cultura. Isto não é senão uma outra maneira de dizer que uma cultura é integrada e que seus vários elementos precisam se harmonizar em alguma medida razoável para que ela funcione eficientemente servindo aos propósitos humanos. As pessoas que invocam o relativismo cultural com vistas a justificarem seu comportamento excêntrico, estão mostrando que não entendem o conceito, e talvez não tenham interesse pelo bem-estar da sociedade.

Paul Horton, “Sociologia”, McGraw-Hill Brasil, São Paulo

3 thoughts on “Texto 032 – Uma defesa do Relativismo Moral Cultural

  1. Paula

    Boa noite,continuo a visitar os seus sites na internet,e sempre encontro algum de novo e de interessante que desperta a minha atenção e reforça o meu gosto pela filosofia.Gostava de agradecer lhe porque através da net,continuo a considera-lo meu professor,contribuido de maneira tão didática para a minha formação como estudante e como ser humano

  2. Sérgio Lagoa

    Olá, Paula! Obrigado por continuar a visitar-nos através da internet e pelas suas simpáticas palavras. Volte sempre!

  3. João Carlos Viegas

    Caro Sérgio Lagoa,
    Sou psicólogo clínico e estou realizando doutoramento na área transcultural e da migração, pois tornei-me crescentemente sensivél ao “problema” da dimensão cultural da saúde mental, da psicopatologia e da integração, em torno das populações migrantes.
    Em termos metodológicos e visando o atendimeto clínico do migrante – tendo e conta as profundas diferênças culturais que o mesmo apresenta, relactivamente àquelas que organizam os nossos padrões e modalidades de escuta -, estou interessado em apurar os contributos das diversas áreas do saber que abordam a natureza do cultural.
    Caso queira partilhar comigo o seu pensamento sobre esta matéria, através de artigos ou outro material que tenha em base informática (ou através de outros meios), ficaria muito grato.
    Estou ao seu dispor para qualquer questão e reciprocidade.
    Grato ela atençao..
    João Caros Viegas

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